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Publicado em: 22/06/2022 12:24:04
A gravidez durante a adolescência é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Entre os motivos que justificam essa afirmação estão as possíveis repercussões negativas para a saúde materna e infantil, como a ocorrência de anemia, pré-eclâmpsia, hemorragia pós -parto e outros desfechos clínicos adversos. As principais causas de mortalidade entre meninas de 15 a 19 anos estão relacionadas às condições gestacionais e de parto. Um artigo baseado em estudo de base hospitalar e abrangência nacional realizado a partir dos dados da pesquisa Nascer no Brasil: Pesquisa Nacional sobre Parto e Nascimento, conduzida entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, objetiva avaliar a adequação do ganho de peso gestacional total (GPT) segundo características maternas de adolescentes brasileiras. As pesquisadoras responsáveis são: Samira Fernandes Morais dos Santos, Ana Carolina Carioca da Costa, Roberta Gabriela Pimenta da Silva Araújo, Laís Araújo Tavares Silva, Silvana Granado Nogueira da Gama e Vania de Matos Fonseca.
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Publicado em: 21/06/2022 12:28:32
Segundo os órgãos de segurança pública, profissionais e unidades de saúde, o uso de crack no Brasil iniciou-se na década de 1990, integrando o mercado ilícito em São Paulo (capital e região metropolitana), com uma demanda crescente por uma droga barata e de grande portabilidade - pequenas pedras, de baixo custo unitário. Entre 2001 e 2005, a prevalência do consumo de crack teria aumentado substancialmente, se disseminando, rapidamente, por diferentes regiões do Brasil. O uso prejudicial e dependente do crack traz à tona a vulnerabilidade ampliada das pessoas em situação de rua. É o que conclui a pesquisa de Raquel Rodrigues dos Santos, Mariana de Andrea Villas Boas Hacker, Jurema Corrêa da Mota e Francisco Inácio Bastos.
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Publicado em: 30/05/2022 11:11:19
É indiscutível que as vacinas são formas essenciais para responder a uma doença infecciosa letal e emergente. No entanto, as gestantes continuam sendo excluídas de forma persistente e categórica dos testes vacinais. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, as gestantes não foram inicialmente incluídas em ensaios clínicos. Isso gerou atraso significativo no acesso à imunização contra o coronavírus. “Não há equidade vacinal sem equidade de gênero”, reforça Ilana Ambrogi, pós-doutoranda do PPGBIOS/ENSP, em artigo publicado na página do grupo de pesquisa internacional Epidemic Ethics.
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Publicado em: 02/05/2022 15:36:23
Especialista em gestão do trabalho em Saúde e coordenadora das pesquisas que analisam as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores que atuam na linha de frente da pandemia de Covid-19, Maria Helena Machado, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), escreveu artigo, em parceria com o jornalista Filipe Leonel, da Coordenação de Comunicação Institucional, sobre o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, celebrado em 1º de Maio. No texto, eles destaca a atuação do contingente formado por mais de 4 milhões de trabalhadores e detalham, com base nos resultados das pesquisas, a situação de esgotamento físico e mental dessas pessoas.
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Publicado em: 25/04/2022 11:59:13
Em carta publicada na Revista The Lancet Regional Health Americas, os pesquisadores Hermano Castro e André Périssé, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), e Carlos Eduardo Siqueira, professor Associado de Meio Ambiente e Saúde Pública, da Universidade de Massachussetts (Boston, EUA), alertaram para a dificuldade na obtenção dos dados de saúde ocupacional durante a pandemia de Covid-19. No texto, “Os desafios da falta de dados ocupacionais e a ausência de informações sobre a Covid-19 em trabalhadores no Brasil”, os autores criticam a ausência de informações precisas e confiáveis sobre o número de casos relacionados ao trabalho e internações no Brasil e lamentam os cortes no Censo 2022 para o desenvolvimento de pesquisas.
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Publicado em: 16/03/2022 12:52:40
O onasemnogeno abeparvoveque – utilizado para o tratamento de atrofia muscular espinhal (AME) – foi registrado no Brasil em agosto de 2020. Frente à ausência de evidências robustas que subsidiassem o benefício terapêutico adicional sobre as alternativas já existentes e incertezas sobre sua segurança e sua efetividade a longo prazo, a autoridade que regula os preços no País aprovou um preço máximo 77% menor que o pretendido pela empresa detentora do registro. Em artigo publicado na BMJ Global Health, pesquisadores fazem uma reflexão sobre a saga do medicamento mais caro do mundo, e chamam atenção para precificação dos medicamentos no Brasil como política pública no contexto da saúde. Vera Pepe, pesquisadora da ENSP/Fiocruz, é uma das autoras.
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Publicado em: 07/03/2022 06:37:23
Avaliar o papel das desigualdades sociais nos padrões de alimentação
complementar nos países da América Latina e do Caribe. Analisar as
propostas para monitoramento e avaliação (M&A) da segurança
alimentar e nutricional expostas em documentos oficiais e
correlacioná-los com os contextos políticos. Esses foram os objetivos de
dois artigos com participação de pesquisadores da ENSP, ambos
publicados na revista Ciência & Saúde Coletiva. Confira!
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Publicado em: 10/02/2022 12:58:05
“Um fenômeno sanitário com impacto tão grande na dinâmica econômica, social e política tende a ter repercussões na vida das pessoas por um período muito largo”, avalia o epidemiologista Rômulo Paes, no CEE Podcast, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz Antonio Ivo de Carvalho (CEE/ENSP). Rômulo, pesquisador da Fiocruz Minas e coordenador do Grupo de Pesquisa em Sistemas de Saúde e Proteção Social, faz uma análise do cenário epidemiológico brasileiro, destacando os impactos econômicos, sociais e políticos da pandemia de Covid-19. Confira!
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Publicado em: 25/01/2022 11:39:49
Em artigo escrito para o portal Outras Palavras, a integrante do Conselho Consultivo da ENSP e pesquisadora do Centro de Estudos Estratégicos (CEE/ENSP), Sonia Fleury, chama a atenção para os diversos erros que levaram ao fracasso do programa de pacificação das UPP nas favelas do Rio de Janeiro, principalmente no que diz respeito ao caráter altamente pacificado da diretriz da participação, onde não há espaço para o conflito, o contraditório e a diversidade. Confira!
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Publicado em: 24/01/2022 07:02:36
A travessia entre o hospício e a cidade, no século 21, segue sendo uma
disputa política que convoca para o processo civilizatório democrático. A
edição de janeiro da revista Ciência & Saúde Coletiva, com
vários artigos da ENSP, enfoca os desafios da desinstitucionalização
refletidos nas práticas cotidianas do direito à cidade para além da
lógica manicomial. O editorial do fascículo convida os leitores para
refletir sobre a multiplicidade das experiências locais e sobre os
paradigmas científicos interdisciplinares e intersetoriais presentes no
cuidado em liberdade a partir da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e
seus dispositivos. Ocupar as arenas da ciência, da política e da cultura
em prol de uma “sociedade sem manicômios” e da continuidade da Reforma
Psiquiátrica é a convocação do tempo presente, afirma o editorial.
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Publicado em: 18/01/2022 07:54:56
A partir da reemergência da febre amarela em 2014/2015, o Brasil
registrou nos anos sequentes sua maior epidemia de febre amarela das
últimas décadas, atingindo principalmente a região sudeste. A febre
amarela, doença viral hemorrágica, é causada por um flavivírus,
transmitido por mosquitos silvestres (Haemagogus; Sabethes). Na
ocorrência do ciclo urbano, erradicado no Brasil desde 1942, a
transmissão se dá pelo Aedes aegypti. Primatas não humanos são os
principais hospedeiros do vírus e constituem “sentinelas” na vigilância
da febre amarela. Um estudo da ENSP descreve as ações de controle e
prevenção desencadeadas durante a epidemia de febre amarela no Estado do
Espírito Santo e a implementação da vacinação por meio de um estudo
ecológico com abordagem espacial.
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Publicado em: 17/01/2022 11:12:52
Em artigo publicado no Diplomatique, o coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), Paulo Buss, afirma que o desafio para 2022 é superar a pandemia e a imensa desigualdade sanitária e socioeconômica, buscar uma retomada social e econômica em bases realmente mais equitativas e estabelecer relações definitivamente mais sustentáveis com o planeta.
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Publicado em: 13/01/2022 08:55:08
Pretos e pardos apresentam grandes desvantagens de saúde, possuem
menores chances de ascensão na hierarquia social no curso de vida e
menores níveis socioeconômicos do que brancos como resultado do racismo
estrutural. Entretanto, pouco se sabe sobre o papel mediador da
mobilidade intergeracional na associação entre racismo e saúde. Um
estudo, com participação da ENSP, investigou a associação entre racismo e
a autoavaliação de saúde, e verificou em que medida essa mobilidade
media essa associação. Dados de 14.386 participantes do Estudo
Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) serviram para a pesquisa. A
prevalência de autoavaliação de saúde ruim foi de 15%, 24% e 28% entre
brancos, pardos e pretos, respectivamente.
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Publicado em: 04/01/2022 08:18:08
A fome na América Latina alcançou no ano passado um patamar que não
se via há décadas, segundo o mais recente relatório da Organização das
Nações Unidas (ONU) sobre segurança alimentar, publicado em dezembro de
2021. A insegurança alimentar é um problema mundial de saúde pública. No
Brasil, a configuração de uma política de Segurança Alimentar e
Nutricional (SAN) ganhou centralidade na agenda governamental a partir
de 1980. Um artigo da ENSP examina a atuação do Conselho Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) na coordenação da política de
SAN no Brasil durante 10 anos. A pesquisa concluiu que o financiamento
adequado e a atuação do Estado na proteção social são essenciais para a
superação dos desafios.
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Publicado em: 20/12/2021 07:56:36
O último número do ano da revista Ciência & Saúde Coletiva
trata dos “Desafios da Saúde do Trabalhador (ST) no Mundo
Contemporâneo”, fruto de um processo de trabalho coletivo tendo no papel
protagonista o Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia
Humana (Cesteh/ENSP/Fiocruz), que possibilitou o diálogo com
instituições e movimentos sociais que integram a grande rede de ST no
país. Segundo o editorial,
assinado por Kátia Reis de Souza, Gideon Borges dos Santos, Luciana
Gomes, Maria de Fátima Ramos Moreira, Renato Bonfatti, Rosângela Brito,
pesquisadores do Cesteh, os artigos giram em torno dos seguintes eixos
temáticos: desemprego, informalidade e saúde do trabalhador; formação e
comunicação em Saúde do Trabalhador; precarização e intensificação do
trabalho; saúde mental e trabalho; vigilância em Saúde do Trabalhador e
substâncias químicas nas indústrias e a saúde de trabalhadores e
populações.