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Publicado em: 27/10/2016 16:46:24
Os resultados da pesquisa Crack e Exclusão Social apontam para o fato de que o uso de crack é consequência, e não causa da exclusão social. A pesquisa foi encomendada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Cidadania (Senad/MJ) devido ao contexto de consumo da droga no país, evidenciado pelos resultados da Pesquisa Nacional sobre Crack, desenvolvida pela Fiocruz. De acordo Leon Garcia, psiquiatra e diretor de Articulação e Projetos da Senad à época em que a pesquisa foi solicitada, percebeu-se a necessidade de entender a relação sociológica do tema. Após a realização de duas centenas de entrevistas com usuários e profissionais de saúde mental, a pesquisa mostrou que o uso do crack piora a situação de pessoas que não têm laços familiares, moradia, trabalho e estudo, mas que esses problemas chegaram antes da dependência na substância. “Em 2009, o país começou a discutir a questão do crack; porém, essa discussão se deu muito mais em relação ao tema da segurança pública. Isso trouxe respostas de forças repressivas e a consequente repressão de direitos dos usuários da droga. As cenas de uso - apresentadas na Pesquisa Nacional - mostravam a profunda relação de miséria em que essas pessoas vivem. Existe uma associação enorme entre miséria e abuso de drogas lícitas e ilícitas, que estimula ainda mais a desigualdade social no Brasil”, afirmou Leon.
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Publicado em: 25/10/2016 14:02:51
"O estresse no trabalho representa importante fator de risco psicossocial associado à morbidade e mortalidade cardiovascular. A elevação da pressão arterial tem sido apontada como um possível mecanismo pelo qual o estresse no trabalho aumenta o risco cardiovascular. Mas existem grandes inconsistências na literatura a respeito dessa relação, determinadas, em grande parte, por questões metodológicas." A afirmação é da aluna do doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Leidjaira Juvanhol Lopes. Sua tese, desenvolvida sob orientação da pesquisadora Rosane Härter Griep, adotou diferentes estratégias analíticas que forneceram evidências de que a relação entre o estresse no trabalho e a pressão arterial varia ao longo da distribuição de pressão arterial, sendo mais evidente entre os participantes com mais de 50 anos, e não sendo observadas diferenças segundo sexo. Ela explica: "O estresse no trabalho vai aumentar a pressão arterial dependendo dos níveis de pressão arterial do indivíduo, ou seja, de acordo com o valor da pressão arterial, o estresse no trabalho vai agir de forma mais ou menos acentuada." Segundo Leidjaira, esse achado tem importantes implicações, pois, como a quase totalidade dos estudos foca em partes específicas da distribuição de pressão arterial, as conclusões em relação a seus principais determinantes, dentre os quais o estresse no trabalho, são baseadas em efeitos sobre a média ou no extremo populacional, esse último representado pelos casos de hipertensão arterial. "Conclui-se, no estudo de problemas complexos de pesquisa, como o abordado nessa tese, que a combinação de diferentes estratégias analíticas pode contribuir de forma significativa para o preenchimento das lacunas existentes."
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Publicado em: 17/10/2016 13:12:34
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado do Prêmio Capes de Tese 2016. Entre os cinco trabalhos da Fiocruz que receberão Menção Honrosa, dois são da ENSP. As duas teses escolhidas da categoria Saúde Coletiva são de Maria Leticia Santos Cruz, do Programa de Saúde Pública da ENSP, selecionada pela tese Crianças e adolescentes vivendo com HIV em acompanhamento em serviços brasileiros: análise dos fatores de vulnerabilidade na Adesão ao tratamento antirretroviral, sob orientação de Simone Souza Monteiro, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e coorientação de Francisco Inácio Pinkusfeld Monteiros Bastos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict). O outro trabalho escolhido na categoria foi de Aline Silva-Costa, do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública também da ENSP, com a tese Trabalho noturno e diabetes tipo 2: resultados da linha de base do estudo longitudinal de saúde do adulto Elsa-Brasil, sob orientação de Rosane Härter Griep. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá na sede da Capes, em Brasília, no dia 14 de dezembro.
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Publicado em: 14/10/2016 14:04:46
Nos últimos anos o consumo de crack apresentou crescimento considerável no Brasil. Algumas regiões, principalmente os grandes centros urbanos - nos quais existe maior visibilidade do uso da droga - vem buscando alternativas no intuito de minimizar danos e riscos do uso prejudicial da substância. Diante dos altos índices de consumo do crack no país a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) encomendou a Pesquisa Nacional sobre o Crack, desenvolvida pela Fiocruz, com apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da instituição e coordenada pelo pesquisador Francisco Inácio Bastos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). O estudo revelou que o Brasil possui 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, sendo aproximadamente 80% deles homens, negros, de baixa escolaridade e renda, com média de idade de 30 anos. Posteriormente a Senad encomendou outra pesquisa, dessa vez no intuito de investigar a relação entre o uso do crack e processos de exclusão e desclassificação social em diferentes esferas e dimensões. Coordenada pelo sociólogo Jessé Souza, professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a pesquisa aponta que a relação entre exclusão social e uso de crack é fundamental para desenhar políticas e formar linhas de cuidado para pessoas que tenham problemas com drogas. Complementares, as pesquisas apontam o forte estigma e exclusão social dos usuários. Com o objetivo de apresentar e debater os resultados da pesquisa que analisa o crack e a exclusão social, passando por diversos pontos abordados na Pesquisa Nacional sobre o Crack, no dia 21 de outubro, será realizado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) o seminário Crack e Exclusão Social, a partir das 9 horas.
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Publicado em: 06/10/2016 14:58:21
"A indisponibilidade de dados vitais completos e confiáveis compromete a avaliação de ações de saúde, e o monitoramento do grau de cobertura dos eventos e da adequação dos dados informados são procedimentos importantes para a construção de indicadores fidedignos da situação de saúde." A constatação foi feita pela aluna de doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP, Wanessa da Silva de Almeida, em sua tese orientada pela pesquisadora Célia Landmann Szwarcwald. Segundo Wanessa, com a valorização das informações desagregadas por município, incentiva-se a utilização dos dados dos Sistemas de Informações Vitais do Ministério da Saúde. Entretanto, limitações relacionadas à consistência e à cobertura dessas informações dificultam a estimativa da mortalidade infantil em alguns municípios brasileiros. A tese dela propõe uma metodologia de estimação do Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) que considere a subenumeração de óbitos e o porte populacional e estime fatores de correção para os óbitos informados ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) na esfera municipal. Entre os três artigos produzidos a partir do estudo, um deles objetivou investigar diversas fontes oficiais e não oficiais de informações com base na Pesquisa de Busca Ativa de Óbitos no Brasil, realizada em 2014. Nessa pesquisa, foram captados 2.265 óbitos que não foram informados ao SIM. Desses, 49,3% foram encontrados em fontes não oficiais, cemitérios e funerárias. Em alguns municípios rurais, foram observadas condições precárias de sepultamento em cemitérios no meio da mata e sem registro do falecido.
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Publicado em: 04/10/2016 12:59:39
Os Observatórios são, hoje, uma importante ferramenta da democracia. Em razão de seu potencial como coletores de dados, mas, principalmente, por conta de sua grande capacidade de processamento e análise, além de conseguirem fazê-los circular em larga escala, os Observatórios têm ampliado a produção de conhecimento para a autonomia dos cidadãos nas áreas das quais se ocupam e observam. Por essa razão, a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola) promoveu, na sexta-feira (30/9), um seminário-oficina sobre Observatórios em Saúde, apresentado pela diretora da Escola de Saúde Pública da Bahia e integrante do Grupo de Condução da Rede, Marcele Paim. Na ocasião a pesquisadora apresentou os resultados iniciais de sua pesquisa de doutorado sobre o tema, ainda em curso, e expôs com detalhes o planejamento, implementação e funcionamento do recém-lançado Observatório Análise de Políticas de Saúde no Brasil.
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Publicado em: 03/10/2016 13:26:02
Na terça-feira, 4 de outubro, a ENSP promoverá o seminário Avaliação da exposição a agrotóxicos piretróides na população da cidade do Rio de Janeiro: construção de valores de referência como contribuição para a vigilância em saúde no país. Formada por uma equipe multidisciplinar composta de oito profissionais, sendo eles o coordenador Sérgio Rabello e os pesquisadores Ana Cristina Simões Rosa, Paula de Novaes Sarcinelli, Jefferson José Oliveira da Silva, Tatyane Pereira dos Santos, Eline Simões Gonçalves, Amanda Isabel Soares Ferreira Ginuíno e José Carlos Queiroz Areas, a pesquisa buscou criar um valor de referência para metabólitos de agrotóxicos das classes dos piretróides e organofosforados. O projeto é financiado com recursos da segunda edição do Programa Inova ENSP. A apresentação é pretende justificar o uso dos recursos públicos utilizados nos projetos do Inova, além de proporcionar novos conhecimentos e produtos resultantes da pesquisa. A atividade está marcada para às 10 horas, na sala 410 do prédio da ENSP, é aberta a todos os interessados e não necessita de inscrição prévia.
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Publicado em: 30/09/2016 10:10:11
A edição de setembro de 2016 (vol.21 n.9) da revista Ciência & Saúde Coletiva, disponível on-line, faz análises e perspectivas sobre o Programa Mais Médicos, que completa três anos. Esse número temático foi organizado em uma parceria formada pelo Comitê Coordenador da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde (APS) da Abrasco e a Organização Pan-Americana do programa, que, atualmente, está presente em 4.058 municípios do país e nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, sendo constituído por um contingente de mais de 18 mil médicos. Essa é a mais recente iniciativa do Estado brasileiro em busca de ampliação da universalização dos cuidados e dos serviços de saúde, na intenção de atingir os mais longínquos rincões do país. Os artigos abarcam temas relacionados aos seus três componentes do programa: provimento emergencial, formação médica e infraestrutura das unidades básicas de saúde (UBS). Embora o tempo seja muito curto para se observar resultados consistentes, esclarece o editorial, o processo em curso permite constatar movimentos de mudanças fundamentais para a consolidação do SUS nesses três eixos, pois, além de agregar medidas emergenciais de provisão de médicos visando ao acesso das populações antes desassistidas, vêm modificando a estrutura de formação dos profissionais com ênfase na medicina da família e da comunidade, orientando a universalização da residência médica, promovendo ampliação de vagas e mudanças nas diretrizes curriculares dos cursos de medicina.
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Publicado em: 29/09/2016 14:17:25
Fábio Araújo, gerente de lanchonete em São Paulo, conta que no fim do dia passa na favela para comprar uma pedra para fumar. “No dia seguinte, tenho responsabilidade de ir trabalhar”. Poliana Alessandra dá café da manhã para os filhos e os manda para a escola antes de varrer as ruas - trabalho que conseguiu por intermédio do programa De Braços Abertos, que promove redução de danos para usuários de drogas na região conhecida como “cracolândia” (ver Radis 158). Diego de Paula chegou à capital paulista com sonhos de uma vida diferente. Atualmente, dorme em um abrigo e reflete sobre solidão e isolamento social. Três personagens reais que fogem do estereótipo de “zumbis”, amplamente associado aos usuários da droga, têm seus depoimentos registrados no documentário Crack - Repensar, lançado em julho.
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Publicado em: 28/09/2016 14:07:53
Na sexta-feira, 30 de setembro, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) promoverá o seminário Vulnerabilidade e fragilidade: proposta de indicadores epidemiológicos para o monitoramento da saúde do idoso na atenção básica de saúde. Coordenado pela pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da ENSP, Inês Echenique Mattos, a apresentação é aberta a todos os interessados e não necessita de inscrição prévia. O projeto é financiado com recursos da segunda edição do Programa Inova ENSP. A apresentação busca ainda informar sobre o retorno do uso dos recursos públicos financiado pelos projetos do edital Inova, além de novos conhecimentos gerados e produtos resultantes da pesquisa. A atividade está marcada para às 9 horas, na sala 408 do prédio da ENSP.
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Publicado em: 26/09/2016 13:23:10
Na terça-feira, 27/9, vai acontecer o lançamento da publicação da Rede PDTSP-Teias Portfólio Rede de Pesquisa no Território de Manguinhos - uma parceria entre academia, serviços de saúde e sociedade civil, durante a sessão aberta da Câmara Técnica de Ensino, às 9h, no Museu da Vida. O Portfólio é resultado de uma das redes do Programa de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Saúde Pública da Fundação: o PDTSP/Teias. Além de diversos projetos da ENSP, o Portfólio destaca uma série de trabalhos desenvolvidos em outras unidades da Fiocruz, equipes de saúde e população do território de Manguinhos, localizado no entorno da Fundação.
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Publicado em: 22/09/2016 09:43:57
A edição de setembro de 2016 da revista Cadernos de Saúde Pública (volume 32 número 9) aborda a expectativa sobre as revisões sistemáticas. Com o intuito de adequar as revisões sistemáticas publicadas a avanços nesse campo do conhecimento e exercer seu papel de indutora de ciência e pesquisa, o CSP passará a adotar algumas novas recomendações para essas revisões a serem submetidas para publicação. Inicialmente, toda revisão sistemática deverá ter tido seu protocolo publicado ou registrado em uma base de registro de revisões sistemáticas, além de serem submetidas em inglês, objetivando otimizar o processo de avaliação por pares, na medida em que será possível convidar alguns dos autores dos artigos originais incluídos no manuscrito para emissão de pareceres, com exceção das relacionadas a temas exclusivamente brasileiros ou latino-americanos (por exemplo, prevalência de determinada condição na América Latina), que serão também aceitos manuscritos em português ou espanhol. De acordo com editorial da revista, o registro prospectivo dos protocolos das revisões sistemáticas é importante porque aumenta a transparência do processo de revisão, protege contra a possibilidade de publicação seletiva de resultados e permite melhor escrutínio por parte dos revisores acerca do que havia sido planejado e foi, de fato, executado pelos autores. "Esperamos que isso contribua tanto para a qualidade da avaliação como para maior disponibilidade de avaliadores". Além de outras mudanças, O CSP quer fomentar a submissão de revisões sistemáticas sobre intervenções em Saúde Coletiva com foco populacional e sobre questões que possam informar políticas públicas relacionadas à saúde. O editorial lembra, no entanto, que é um processo de desenvolvimento e há espaço para o amadurecimento de abordagens metodológicas envolvendo tais revisões.
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Publicado em: 16/09/2016 11:18:28
A Fiocruz, em ação conjunta com o Centro de Valorização da Vida (CVV), está mobilizada na campanha Setembro Amarelo, que busca valorizar a vida e chamar a atenção para o suicídio, atualmente responsável por 32 mortes por dia no Brasil. Simbolizado a ação, o Castelo de Manguinhos ficará iluminado na cor amarela durante todo o mês de setembro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano em todo o mundo. No Brasil, muitas causas são atribuídas ao suicídio, e algumas regiões apresentam número elevado de casos. A fim de relacionar condições de vida, trabalho e saúde, Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, defendeu a dissertação de mestrado em Saúde Pública na ENSP, a qual analisou o processo de trabalho relacionado ao cultivo de tabaco, identificando elementos associados aos casos de suicídios em municípios produtores de tabaco nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. A pesquisa aponta a necessidade de aprofundamento de pesquisas sobre suicídio na área agrícola, buscando ampliar o entendimento do tema, além de providências de várias áreas ligadas à saúde do trabalhador.
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Publicado em: 14/09/2016 09:36:54
Uma pesquisa da ENSP sobre as condições sanitárias da água residencial, do solo peridomiciliar e dos rios Faria-Timbó, Jacaré e Canal do Cunha das comunidades do território de Manguinhos, no Rio de Janeiro, detectou que 73% das amostras de água coletadas de filtros e galões apresentaram-se impróprias e 27% estavam próprias, pelo padrão de potabilidade, que deve ter ausência de coliformes totais e de Escherichia Coli, segundo a portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. Das amostras de água coletadas nas torneiras, 69% estavam impróprias e 31% das amostras encontraram-se próprias. O estudo de autoria da aluna do mestrado em Saúde Pública e Meio Ambiente, Natasha Berendonk Handam, sob orientação da pesquisadora Adriana Sotero Martin, fez coletas de água residencial nas treze comunidades de Manguinhos, totalizando 134 residências. "Nessa região, os serviços de água e de esgoto não chegaram na mesma velocidade em que se deram as construções das casas e vielas, de forma que grande parte dos domicílios possui fornecimento de água da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ligado de forma clandestina, geralmente próximo aos canos de esgoto, o que pode contaminar tanto a água que chega a estes moradores quanto, também, aos que recebem a água pelos encanamentos da Cedae", informa a aluna.
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Publicado em: 09/09/2016 09:43:14
No Brasil, os idosos constituem a faixa etária que mais cresce no país trazendo desafios e preocupação para diversas áreas, entre as quais o cuidado em saúde. Um estudo da ENSP observou maior chance de morrer nas idades mais avançadas, nas internações por doenças cerebrovasculares, nos casos com presença de comorbidades mais graves, nas internações em que a pneumonia e a perda de peso foram registradas como diagnóstico secundário, nas admissões por urgência, na especialidade de clínica médica e nas internações em que houve uso de Unidade de Terapia Intensiva. Nesse contexto, a dissertação da aluna de mestrado em Saúde Pública, Paula Brito Cordeiro, orientada pela pesquisadora Mônica Silva Martins, analisa as altas taxas de hospitalização e a tendência a internações mais frequentes e prolongadas, que tornam cada vez mais evidente a importância do monitoramento da qualidade do cuidado hospitalar prestado à população idosa. Esse estudo concentra-se sobre assistência hospitalar prestada ao idoso no Sistema Único de Saúde nos quatro estados da Região Sudeste entre 2011 e 2012.