Fiocruz perde o parasitologista Luís Rey
Faleceu, no sábado (5/3), um dos mais importantes parasitologistas do país, o médico e pesquisador emérito da Fiocruz Luís Rey. Com 97 anos, o pesquisador teve uma trajetória versátil e participou de inúmeras ações de saúde pública, e não só no Brasil.
Especialista pela École Nationale de la Santé Publique, em Paris, Rey esteve à frente do posto do Serviço Especial de Saúde Pública, no coração da floresta amazônica, nos anos 1940; enfrentou uma epidemia de esquistossomose na África, na década de 1970; em Genebra, na Suíça, foi responsável pela criação de programas internacionais de saúde. Nos anos 80 voltou à África, em meio à Guerra Civil Moçambicana. À frente do Instituto Nacional de Saúde (INS), ministrou aulas de parasitologia, fundou a Revista Médica de Moçambique e abriu portas para o intercâmbio científico com o Brasil.
Na Fiocruz, Luís Rey chefiou o Laboratório de Biologia e Controle da Esquistossomose do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) até 2005. Ele também é autor de obras como Parasitologia e Bases da parasitologia médica, usados na formação de profissionais, e o Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde - vencedor do Prêmio Jabuti no ano 2000.
Informações do IOC/Fiocruz e fotografia de Gutemberg Brito
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