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ENSP/Fiocruz lança série especial sobre pesquisas que enfrentam as violências contra as mulheres

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Publicado em:10/03/2026

*Por Tatiane Vargas

No mês marcado pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 8 de março, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) inicia uma série especial no ‘Informe ENSP’ dedicada a pesquisas coordenadas por mulheres pesquisadoras do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP). A iniciativa destaca estudos que analisam diferentes dimensões das violências de gênero e reafirma o compromisso da Escola com a democracia, com a justiça social e com o enfrentamento das desigualdades. 

A série reúne entrevistas, matérias e vídeos com pesquisadoras que investigam temas fundamentais para compreender a violência contra as mulheres como um problema de saúde pública, trazendo reflexões que dialogam diretamente com a campanha institucional Feminicídio Zero, defendida pela Fiocruz e por seu Coletivo de Mulheres: o 8M. 

Os conteúdos abordarão diferentes contextos e expressões da violência de gênero, incluindo feminicídio, violência política de gênero, violência contra mulheres rurais, processos migratórios e as articulações feministas na América Latina e no Caribe em defesa da saúde e dos direitos das mulheres. 

Ao dar visibilidade a essas pesquisas, a Escola busca ampliar o debate público e contribuir para a construção de políticas e estratégias capazes de prevenir violências e proteger a vida das mulheres. 

Feminicídio: primeiro tema já está no ar 

Abrindo a série, o ‘Informe ENSP’ publicou a entrevista “Aumento do feminicídio: por que leis mais duras não têm sido suficientes?”, com as pesquisadoras Vera Marques e Camila Alves, da Escola, e Isabella Vitral, pesquisadora do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). A entrevista discute os limites das respostas exclusivamente punitivas para enfrentar o feminicídio e aponta a necessidade de ações estruturais, intersetoriais e preventivas. 

+ Leia a entrevista completa!

Pesquisas que ampliam o olhar sobre as violências 

Ao longo do mês, a série reunirá ainda entrevistas com pesquisadoras que investigam diferentes contextos em que a violência contra as mulheres se manifesta, entre elas, as pesquisas: 

Mulheres e migrações – sob a coordenação da pesquisadora Cristiane Andrade; 

Violência entre mulheres rurais – sob a coordenação da pesquisadora Liana Pinto; 

Violência política de gênero – sob a coordenação da pesquisadora Vera Marques; 

Mulheres, interseccionalidade e feminismos na América Latina e Caribe – sob a coordenação da pesquisadora Valéria Castro. 

Os temas buscam evidenciar como fatores como raça, território, classe social, migração e participação política atravessam as experiências de violência e vulnerabilidade, exigindo respostas integradas da saúde pública, da ciência e das políticas sociais. 

Um posicionamento institucional pela vida das mulheres 

A série também dialoga com o posicionamento público divulgado pela ENSP/Fiocruz no dia 8 de março, que reafirma o compromisso da instituição com o enfrentamento da violência contra as mulheres e convoca a sociedade – especialmente os homens – a romper com a cultura de violência. 

Leia aqui: 8 DE MARÇO | Todos juntos por todas! 

Na nota, a Escola destaca que as múltiplas violências que atingem as mulheres derivam de uma cultura misógina, machista e patriarcal, que impacta com ainda mais força mulheres negras, indígenas, trans, pobres e periféricas. 

O posicionamento também converge com a Carta Manifesto do Coletivo de Mulheres da Fiocruz, divulgada no mesmo período. O documento alerta para o crescimento da violência de gênero no país e reafirma a necessidade de fortalecer ações institucionais e políticas públicas que enfrentem o machismo, o racismo e as desigualdades estruturais.  

Ciência, saúde pública e compromisso com a transformação social 

Como instituição estratégica de Estado, a ENSP/Fiocruz reforça que produzir conhecimento sobre as violências de gênero é parte fundamental do compromisso da saúde coletiva com a defesa da vida e da dignidade das mulheres. 

Ao longo do mês, o 'Informe ENSP' publicará novos episódios da série, acompanhados de vídeos com as pesquisadoras, ampliando o alcance dessas reflexões e fortalecendo o diálogo entre ciência, sociedade e políticas públicas.

A iniciativa também permanece aberta à incorporação de outras pesquisas desenvolvidas na ENSP sobre o tema. Pesquisadoras e pesquisadores interessados em contribuir com sugestões de pautas podem entrar em contato com a equipe de jornalismo do ‘Informe ENSP’ pelo e-mail informe.ensp@fiocruz.br. A proposta é ampliar a visibilidade da diversidade de estudos produzidos na Escola que investigam as múltiplas dimensões das violências de gênero e seus impactos na saúde pública. 

“Dar visibilidade à produção científica sobre violência de gênero é também fortalecer a luta por uma sociedade mais justa, onde mulheres possam viver com dignidade, liberdade e segurança”, reforça a direção da Escola.  

Basta de violência contra as mulheres. Queremos mulheres vivas e seguras. Feminicídio zero. Todos juntos por todas. 



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