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Dia Mundial de Combate à Meningite (24/4): vacina garante controle

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Publicado em:25/04/2022

As meningites têm distribuição mundial e são consideradas um grave problema de saúde pública pelo potencial de transmissão, patogenicidade e relevância social, registrando mais de 24 mil casos nos últimos 13 anos só no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030, as metas são eliminar epidemias de meningite bacteriana - a forma mais letal da doença - e reduzir as mortes em 70%, além de reduzir pela metade o número de casos. Estima-se que, no total, a estratégia global para derrotar a doença, lançada em 2021, pode salvar mais de 200 mil vidas anualmente e reduzir significativamente as incapacidades causadas pela doença. A vacinação protege contra o tipo mais grave da meningite.


Essa estratégia, “Global Roadmap to Defeat Meningitis by 2030”, foi lançada por uma ampla coalizão de parceiros envolvidos na prevenção e controle da meningite em um evento virtual, organizado pela OMS em Genebra. Seu foco está na prevenção de infecções e na melhoria do atendimento e diagnóstico para as pessoas afetadas.


A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser desencadeada por vários tipos de agentes, sendo os principais,  vírus e bactérias. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, ou seja, casos do problema são esperados ao longo de todo o ano, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e das virais, no verão. A vacinação protege contra o tipo mais grave da meningite –  causada por bactéria – e é a forma mais eficaz de controle da doença. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza vacinas para Meningite Pneumocócica (bacteriana) que estão na rotina de vacinação das crianças. Adolescentes, entre 12 e 13 anos, precisam tomar um reforço.


O Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da melhoria das medidas de suporte àqueles que lidam com os efeitos potencialmente devastadores dessa doença mortal. Globalmente, mais de 5 milhões pessoas são afetadas pela meningite anualmente; a cada dez pacientes, um morre em decorrência da doença e outros dois ficam com sequelas.
                         
Sintomas


A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro. A doença pode ser causada por vários tipos de micróbios, entre eles o meningococo, principal agente durante as epidemias. Trata-se de uma doença grave, que envolve o sistema nervoso central e pode levar à morte. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito). Em crianças pequenas, há também o abaulamento de fontanela (moleira inchada). Apesar de grave, a meningite bacteriana tem cura, desde que diagnosticada rapidamente e tratada com antibiótico apropriado
 
Transmissão


O micróbio pode ser transmitido da garganta de uma pessoa a outra, através de gotículas da tosse, espirro e beijo. A meningite nem sempre é transmitida por indivíduos doentes. Algumas pessoas (geralmente adultas) que abrigam o meningococo na garganta podem retransmiti-lo, mesmo sem estarem doentes: são os chamados portadores sãos. A meningite atinge pessoas de todas as idades, sendo as crianças menores de cinco anos normalmente as mais afetadas.
 
Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico da doença é feito a partir da suspeita clínica e confirmado através da análise do líquido cefalorraquidiano obtido, na maioria das vezes, por meio de uma punção lombar. O tratamento das formas virais se dá apenas com medidas de suporte e sintomáticos, enquanto, que a doença bacteriana necessita do uso de antibióticos, além das medidas adotadas nas formas virais. Destaca-se que o uso dos antibióticos deve acontecer, idealmente, o mais precoce possível.


Prevenção


Diversas medidas de controle são essenciais para prevenir epidemias de meningite. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. O calendário vacinal oficial brasileiro oferece vacinas contra meningococo do tipo C, Haemophilus Influenzae do tipo B, Pneumococo e Tuberculose. O serviço público oferece também a vacina para meningococo do tipo A, porém, essa opção só é utilizada em casos de surtos e epidemias por esse sorotipo. Existem as vacinas para meningococo dos tipos A, B, Y e W 135, contudo, só estão disponíveis na rede privada.


Existe também a possibilidade de prevenção com uso de antibióticos para os contactantes de casos de meningite por meningococo e por Haemophilus Influenzae. No entanto, esse tipo de abordagem deve ser dirigida e realizada pelas autoridades de saúde ou pelos serviços de saúde responsáveis pelos casos de meningite. Para as meningites virais, ainda não existem formas eficazes de prevenção.


Qualquer pessoa está sujeita a ter a doença, porém, as pessoas que não foram vacinadas, crianças menores de um ano de vida, os adolescentes e os idosos apresentam maiores chances de contraírem a doença.


É importante a vacinação das pessoas em contato muito próximo com enfermos (especialmente dentro do mesmo domicílio); e a vacinação das pessoas com maior risco de adquirir a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia) ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.


A meningite pode ter relação com algum quadro de infecção, como gastroenterite ou otite?


A meningite infecciosa está relacionada a qualquer infecção que possa acarretar uma invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos. Normalmente, o agente infeccioso ganha a corrente sanguínea e atinge o sistema nervoso central, causando a inflamação das membranas meníngeas.


Crianças de creches, berçários e escolas estão mais suscetíveis à doença?


Crianças de creches ou em fase de escolaridade são mais acometidas do ponto de vista epidemiológico. Isso pode se dar por vários motivos, desde um sistema imunológico ainda em formação e exposto aos novos agentes infecciosos de maneira mais prevalente do que o resto da população, até a convivência com outras crianças com as mesmas características em locais fechados e aglomerados.


Em estações como outono e inverno, em que os ambientes tendem a ficar fechados, a incidência de contaminação é ainda maior. Medidas simples, como lavar as mãos, não compartilhar talheres e alimentos, manter o ambiente limpo e os brinquedos higienizados, podem evitar o contágio, não só da meningite, mas também de outras doenças. Outra orientação importante é manter o cartão de vacinação das crianças atualizado.


O diagnóstico precoce reduz o agravamento da doença?


Sim, sobretudo nas formas bacterianas, onde a administração do antibiótico de forma precoce pode diminuir as complicações e a mortalidade. Além dos antibióticos, a adoção de medidas de suporte (controle de dor, febre, náuseas/vômitos e suporte das condições vitais), de maneira precoce e intensa também atuam em conjunto com os antibióticos para o mesmo objetivo. A doença causada por vírus, habitualmente, possui um melhor prognóstico e menos complicações.


Fontes:

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/meningite-a-c-sintomas-transmissao-prevencao

http://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/357-meningite

https://www.paho.org/pt/noticias/28-9-2021-oms-e-parceiros-pedem-acao-urgente-contra-meningite



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