Dia Mundial da Saúde: Conferência Livre defende a importância da saúde pública e universal
Nesta quinta-feira, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, será o lançamento da Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2022. O objetivo do evento é chamar a atenção para a importância de uma saúde pública e universal. Toda sociedade brasileira está convidada a participar do ato de lançamento da Conferência, às 17 horas, com transmissão pela TV Abrasco.
Segundo Rosana Onocko, presidente da Abrasco, a pandemia de Covid-19 colocou o Sistema Único de Saúde (SUS) no centro das atenções com todas as suas conquistas e fortalezas, além de todos os desafios. Para ela, a Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde 2022 é o momento de unir esforços para fortalecer o SUS e exigir investimentos para superar as desigualdades e as dificuldades em saúde. “O SUS cabe no Brasil. O Brasil precisa do SUS. E o SUS precisa do apoio do povo brasileiro. Venham se juntar a nós”, reforça Rosana, convidando toda sociedade para participar do ato de lançamento da Conferência Livre, hoje, dia 7 de abril, às 17 horas.
A presidente da Abrasco defende que o momento da Conferência Livre não poderia ser outro, pois a população reconhece a importância do SUS no enfrentamento da pandemia da Covid-19, mesmo descapitalizado pelo Teto de Gastos (Emenda Constitucional 95) e atacado por setores políticos e econômicos que entendem a saúde apenas como mercadoria.
ENSP na defesa da saúde coletiva
“Teremos uma série compromissos em defesa da democracia e do SUS, a partir da construção e da reconstrução de agendas e trajetórias para o futuro do país”, afirmou Menezes destacando que a Conferência Livre será uma atividade preparatória para a 17ª Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá em 2023.
Dia Mundial da Saúde 2022
Sobre o tema Dia Mundial da Saúde em 2022 (Nosso planeta, nossa saúde), o diretor da ENSP afirmou que o mundo vive um momento particular da sua história, onde a Saúde Pública nunca esteve tão evidente, em razão da pandemia de Covid-19, somada às crises sociais, climáticas, econômicas e políticas que estão sendo vivenciadas em todo o planeta, com severos impactos na saúde de indivíduos e grupos, principalmente os mais vulneráveis.
“A crise climática gera profundas mudanças na dinâmica social, produzindo insegurança alimentar, migração forçada e comprometendo a saúde e a qualidade de vida de um grande contingente da população mundial. O deslocamento forçado, seja causado pela crise climática, fome ou conflito armado, gera impactos significativos nos sistemas de saúde de todo o planeta. E, claro, esses impactos atingem populações e países de forma desigual, o que exige a construção de um novo pacto sociossanitário para enfrentá-los”, afirmou Marco Menezes lembrando que a aula inaugural da ENSP em 2022 discutirá o tema Panorama e perspectivas para a segurança e soberania alimentar no Brasil: Por que voltamos ao mapa da fome?, com palestra do professor Renato Maluf.
Leia mais sobre a aula inaugural da ENSP.
OMS reforça: Nosso planeta, nossa saúde!
Somos capazes de reimaginar um mundo onde ar limpo, água e comida estejam disponíveis para todos?
Onde as economias estão focadas na saúde e no bem-estar?
Onde as cidades são habitáveis e as pessoas têm controle sobre sua saúde e a saúde do planeta?
*Com informações da Abrasco.
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