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Neste 4 de outubro, comemora-se o Dia do Agente Comunitário de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias

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Publicado em:04/10/2021

De barco, a cavalo ou a pé. Não importa. O esforço dos profissionais de saúde para que a vacina contra a Covid-19 chegue à população brasileira mostra a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de alcançar os locais mais remotos do país. A revista Radis, recentemente, divulgou registros fotográficos de leitores da vacinação pelo Brasil, que revelam a superação das dificuldades provocadas pelas desigualdades no país. Outro registro importante é o Projeto Integrador Multicêntrico, criado pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), um estudo do impacto à saúde de Agentes de Combate às Endemias/Guardas de Endemias pela exposição a agrotóxicos no Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Inca e a UFRJ. Neste 4 de outubro, saudamos o Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde e o Dia Nacional dos Agentes de Combate às Endemias. Confira!



Viajar em um carro com tração 4x4, caminhar mais um trecho em declive íngreme e atravessar uma “pinguela” — nome que se dá a uma ponte rústica de madeira. Todo esse caminho foi trilhado pelo enfermeiro Rafael Teixeira, que trabalha com vigilância epidemiológica e é mestrando em Informação e Comunicação em Saúde pelo Icict/Fiocruz, para aplicar a vacina contra a covid-19 em um idoso de 88 anos, morador de uma região conhecida como Sertão do Sinfrônio, localidade do município de Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro. (Foto: Acervo pessoal)




Em Juazeiro do Norte, município cearense da região do Cariri, a vacinação drive-thru também tem espaço para uma carroça. A técnica em enfermagem Edilânia Feitosa não hesitou em subir no veículo e imunizar o condutor idoso. Segundo Karisia Caldas, farmacêutica que integra a equipe, a vacinação envolve momentos de acolhimento, como no dia em que os profissionais de saúde identificaram uma idosa, na fila, que fazia aniversário e cantaram parabéns para ela. Outro momento emocionante, escreve, foi a chegada de uma Kombi da zona rural da cidade “recheadinha de idosos” para vacinar. (Foto: Pedro Dimas)



No meio do caminho havia um córrego. Mas ele não foi um obstáculo intransponível para a enfermeira Lucilene Schultz e as agentes de saúde Elza de Oliveira e Jucilene Leida fazerem a vacina chegar até Dona Palmerina da Conceição Souto, de 93 anos, em Colatina, no noroeste do Espírito Santo. Moradora da comunidade de São Gabriel de Baunilha, a idosa aguardava a segunda dose do imunizante e ficou feliz com a chegada da equipe de Saúde da Família. As fortes chuvas na região haviam danificado as estradas e o acesso à casa de Dona Palmerina só foi possível ao atravessar um córrego que transbordou com a enchente. (Foto: Acervo pessoal)




O mestre de capoeira Júnior Aranha, da Escola de Capoeira Nova União (ECNU), em Natal (RN), é também agente de combate a endemias (ACE). Ele recebeu a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca em março e ressaltou que, ao contrário do que ocorreu em 1904 com a Revolta da Vacina, a população hoje conta com informações suficientes para saber que vacinas protegem e salvam vidas. (Foto: ECNU)




Em Jaboatão dos Guararapes, município da Região Metropolitana do Recife, a sanitarista e residente em Saúde da Família Rita de Cássia Franciele registrou o percurso da equipe de vacinação até a casa de idosos com mais de 85 anos e acamados. (Foto: Rita de Cássia Franciele)


Considerado o primeiro quilombo urbano do Nordeste e o segundo do Brasil, o Terreiro Xambá do Quilombo do Portão do Gelo, em São Benedito, em Olinda (Pernambuco), recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19 em um dia simbólico: 20 de março, Dia Mundial de Luta pela Eliminação do Racismo. “Acreditamos que se todas as pessoas se conscientizarem, independente da religião, podemos vencer essa pandemia”, afirmou o babalorixá Ivo de Xambá, o primeiro a receber a dose, também Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), primeiro representante de religião de matriz africana a ter esse reconhecimento acadêmico no estado. (Foto Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco)




Dia Nacional dos Agentes de Combates às Endemias 

Segundo o levantamento de pesquisas, no Brasil, atualmente, existem 324mil agentes de saúde e também de endemias. Os Agentes de Combate às Endemias são profissionais que previnem e auxiliam no combate das doenças endêmicas, executando tarefas, como vistorias em domicílios, terrenos baldios e diversos estabelecimentos. 

O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) criou, em 2018, um Projeto Integrador Multicêntrico: “Estudo do impacto à saúde de Agentes de Combate às Endemias/Guardas de Endemias pela exposição a agrotóxicos no Estado do Rio de Janeiro” desenvolvido em colaboração com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Instituto de Estudos de Saúde Coletiva (IESC/UFRJ).

Há 11 anos o Cesteh desenvolve estudos de avaliação de trabalhadores expostos a agrotóxicos, oriundos da Funasa. No período entre agosto de 2010 a novembro de 2011, 442 agentes de combate às endemias lotados em diversos municípios do Estado fizeram avaliação para identificar consequências à saúde pela exposição prolongada ao uso de larvicidas e inseticidas.


Diante disso, as instituições elaboraram boletim com o objetivo de informar, de maneira direta e em linguagem acessível, o andamento das atividades do projeto de pesquisa que tem como propósito avaliar as condições de saúde dos guardas de endemias expostos a agrotóxicos. O Informativo também pretende apresentar notícias, eventos, opiniões, debates e discussões relacionadas à pesquisa e que sejam de interesse dos trabalhadores guardas de endemias.

Em matéria publicada pelo Cesteh em 2010, os pesquisadores do projeto esperam que “este canal seja um potente veículo na produção e transmissão de novas ideias que sejam capazes de impulsionar mudanças nas suas condições de trabalho e contribuir para o movimento de promoção da saúde”. Para mostrar os resultados coletados pela pesquisa, o projeto promove reuniões com esses trabalhadores para apresentação dos dados. 

Até o momento foram publicados quatro boletins, que são publicados anualmente com as informações coletadas pelo projeto, divulgação de atividades e outros assuntos de interesse dessa classe trabalhadora. 

Acesse os boletins aqui: 

Boletim I

Boletim II

Boletim III

Boletim IV




Fonte: Radis
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