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Aporofobia, migrantes venezuelanas e saúde bucal fecham o ano de 2025 em CSP

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Publicado em:16/01/2026

*Por Clara Rosa Guimarães, jornalista de CSP

O último fascículo de Cadernos de Saúde Pública em 2025 está disponível na íntegra no site da revista. No Editorial que encerra o ano, as Editoras-chefe fazem um balanço de 2025 e apresentam as principais mudanças que irão orientar a revista a partir de 2026. “Ao longo de seus 40 anos de existência, CSP tem se mostrado um periódico atento a seu tempo, com um corpo editorial capaz de reconhecer as alterações necessárias, repensar suas práticas, abrir novas frentes e, quando preciso, redefinir seus caminhos”, destacam. 

Entre as novidades, a revista passará a adotar a publicação contínua em volume único anual, alinhada às tendências internacionais e com potencial de reduzir o tempo entre aprovação e divulgação dos manuscritos. Também serão ampliadas as ferramentas de transparência editorial, com a divulgação dos nomes dos Editores Associados e, futuramente, dos revisores que optarem por tal medida. “Todas essas mudanças confirmam a missão de CSP de promover a circulação de ideias e resultados de pesquisa de forma cada vez mais ampla, ética e inovadora”, concluem. 

O estudo inédito Aporofobia na atenção primária à saúde: percepção de profissionais da saúde sobre preconceito contra os pobres, com 96 profissionais da Estratégia Saúde da Família em Fortaleza (Ceará), analisa percepções, atitudes e práticas associadas à aporofobia. Os resultados indicam que profissionais negros tendem a apresentar atitudes menos preconceituosas e revelam a coexistência de práticas humanizadas com manifestações sutis ou explícitas de preconceito, que comprometem o acesso e a qualidade do cuidado. 

Com base em entrevistas com profissionais de saúde e na análise de documentos técnicos e políticas públicas, o artigo Ilhas interdependentes: políticas de saúde e práticas médicas no cuidado, gestão e pesquisa de uma doença negligenciada no Sul Global identifica uma gestão marcada pela dependência de diretrizes internacionais, práticas autoritárias e fragilização da autonomia técnica local, além de processos de trabalho fragmentados, com predomínio de modelos biomédicos e tecnocráticos. 

As autoras de Trajetória assistencial de mulheres migrantes venezuelanas durante o pré-natal e o parto em uma cidade do norte do Brasil: um estudo de abordagem quantitativa e qualitativa revelam que a maioria das entrevistadas realizou pré-natal, principalmente na rede pública, com início precoce e número adequado de consultas, além de elevada presença de acompanhantes no parto. No entanto, persistem desafios como dificuldades para a realização de exames, vinculação à maternidade, peregrinação anteparto, barreiras linguísticas e diferenças culturais que influenciam a qualidade da assistência. 

A pesquisa apresentada em Fatores individuais associados ao uso de serviços de saúde bucal por adultos segundo sexo: uma abordagem de modelagem de equações estruturais investiga, de forma inédita, os determinantes do uso de serviços de saúde bucal no Brasil, com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Utilizando modelagem de equações estruturais e análises separadas para homens e mulheres, o estudo demonstra que fatores sociodemográficos atuam de maneira indireta na utilização dos serviços, enquanto fatores econômicos e de acesso exercem efeitos diretos e indiretos. 

O fascículo de dezembro de CSP com esses e outros artigos pode ser acessado na íntegra aqui


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