Fiocruz homenageia trabalhadores com obras de arte
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2021 é o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidados. Presente ao evento, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, afirmou que o momento é de homenagear os profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19, enfrentando não apenas o vírus, mas também as numerosas dificuldades decorrentes da pandemia.
“Nossos profissionais fazem um trabalho notável e se guiam com grande sensibilidade, o que muito me emociona. Temos um compromisso com esses trabalhadores, em especial os da enfermagem, que lutam pela aprovação do PL [projeto de lei] 2564, que institui melhores condições de trabalho [além de criar o piso nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares e fixar em 30 horas semanais a jornada de trabalho para a categoria]. Hoje é dia de agradecer a todos esses profissionais e pedir que recebam afeto e reconhecimento para continuar a fazer o seu trabalho”, disse Nísia.
Em seguida houve a intervenção da chefe do Serviço de Enfermagem do INI/Fiocruz, Mariana Machay, que também representou o Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN). Ela fez um relato do trabalho da enfermagem neste mais de um ano de pandemia e convocou que todos se unam em defesa do SUS. “Os trabalhadores do setor precisam de melhores condições profissionais, mais dignas e justas. Não nos furtamos de enfrentar este imenso desafio e antes mesmo de a pandemia chegar ao Brasil já estávamos mobilizados para dar a nossa contribuição. Convoco a população para que esteja conosco nesta luta”.
O diretor da ENSP/Fiocruz, Marco Menezes, elogiou a dedicação dos trabalhadores da enfermagem e dos cuidadores e disse que a homenagem é mais um símbolo dos 121 anos da Fundação. “Esta é uma instituição pública e estratégica do Estado brasileiro, em defesa da vida, da saúde, da população e dos trabalhadores, sobretudo das chamadas categorias invisíveis, que são de fundamental importância. Parabéns pela garra e dedicação, em meio a tantos desafios, e vamos lutar pela aprovação do PL 2564”.
O chefe do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, Carlos Alberto Costa, lembrou que a instituição tem uma história de 53 anos bastante significativa, cuidando da população do entorno [o bairro de Manguinhos]. “Somos testemunhas oculares e braçais da formação do SUS e, no caso do nosso território, da implantação da Estratégia de Saúde da Família. E estamos há mais de um ano em meio a este imenso desafio, nos empenhando, trabalhando, mesmo quando não havia literatura, lições ou protocolos a serem seguidos. O Centro não fechou em nenhum momento e continuamos na luta para oferecer a melhor qualidade na assistência, dando respostas rápidas à população que nos procura”.
Para a coordenadora do Cuidado do Centro de Saúde Escola, a enfermeira Íris Lordello, os trabalhadores da saúde são como o trecho do hino brasileiro: “verás que um filho teu não foge à luta”. Íris ressaltou que “O SUS é o Brasil que dá certo, a fortaleza da população e dos trabalhadores”.
Em seguida houve a apresentação da aquarela pintada pelo artista Cadu Havengar. O quadro mostra o Castelo da Fiocruz e, por trás da construção, aparecem quatro trabalhadores da saúde paramentados. Na frente do Castelo, uma mãe abraça o filho. Havengar, cuja família também estava presente, se disse emocionado e observou que quis homenagear todos os profissionais da saúde com sua obra. “Quando criança eu passava pela Avenida Brasil e, ao olhar para o Castelo da Fiocruz, pensava que era um palácio encantado com reis, rainhas e heróis. Hoje eu tenho certeza que vocês todos são heróis. Recebam, todos o meu abraço”.
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Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
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