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Covid-19: maior circulação do vírus impulsionou picos de casos e P.1 no Amazonas

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Publicado em:28/05/2021

Em artigo publicado (25/5) na revista científica Nature Medicine, pesquisadores da Rede Gêmonica Fiocruz e de instituições parceiras apontaram as causas do crescimento do número de casos de Covid-19 no Amazonas e das sucessivas substituições de linhagens do Sars-CoV-2. O estudo indicou que esses fatores foram impulsionados por uma combinação de diminuições das medidas de distanciamento social e pelo surgimento de uma forma mais transmissível do vírus, a variante P.1, identificada em meados de novembro de 2020. Essa variante causou um aumento exponencial da doença, o que estabeleceu a segunda onda da epidemia no estado.

“Temos um histórico das viroses respiratórias com um calendário diferente no Amazonas, normalmente antes de outros estados. Tivemos o surgimento de uma variante mais infecciosa em um período onde havia menor distanciamento social. A P.1 foi a consequência da circulação do vírus e depois uma das causas do colapso no Amazonas”, explica Felipe Naveca, pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O Amazonas experimentou duas ondas de crescimento da doença, a primeira no início e a segunda no final de 2020. Para o estudo de epidemiologia genômica publicado na Nature, foram geradas 250 sequências de genoma completo de Sars-CoV-2, de alta qualidade, de indivíduos de 25 municípios, no período entre 16 de março de 2020 e 13 de janeiro de 2021.

O resultado revelou que a primeira fase de aumento da Covid-19 (março a maio) foi impulsionada principalmente pela disseminação da linhagem B.1.195, depois substituída pela linhagem B.1.1.28 entre maio e junho de 2020. De junho a novembro, o quadro permaneceu estável, com pequenas variações. Já a segunda fase, surgiu em meados de dezembro de 2020, com a emergência da variante P.1 e, consequentemente, uma explosão de casos da doença.

Para Felipe Naveca, o fato da P.1 ter acometido indivíduos jovens do mesmo modo que a pessoas de idade mais elevada pode ter relação com uma maior exposição desses, seja por questões de trabalho, ou por redução do distanciamento social. “Se expuseram tanto pela volta ao trabalho, quanto por motivos sociais. Aparentemente, isso foi péssimo em um cenário de circulação de uma variante ainda mais infecciosa”, comentou.

Clique aqui e leia a matéria na íntegra. 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
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