ENSP debate níveis de agrotóxicos na população adulta do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (19/6)

No 'Encontros do Cesteh' serão apresentados os resultados da tese de doutorado da pesquisadora Ana Cristina Simões Rosa. A perspectiva da pesquisa foi suprir uma carência na legislação do país, que não possui valores de referência para humanos para diversas classes de agrotóxicos. Apenas água e alimentos possuem regulação.
Em muitos países do mundo estudos sugerem a necessidade de monitoramento da população para entender o perfil da exposição e seus riscos associados. De acordo com a pesquisadora, delinear o perfil da exposição da população aos agrotóxicos permite conhecer os níveis aos quais a população do Estado do Rio de Janeiro está exposta, além de possibilitar concluir valores de referência adequados à realidade do país.
Os agrotóxicos são substâncias com elevado nível de toxidade e representam um importante problema para a saúde humana, principalmente, devido ao uso descontrolado tanto no meio rural, quanto no meio urbano. Nas zonas rurais os agricultores fazem uso dessas substâncias sem cuidados e critérios de racionalização da mistura e quantidades utilizadas.
No meio urbano o uso de agrotóxicos também acompanha o mesmo panorama, visto que são utilizados no uso doméstico, para o combate a insetos; por empresas especializadas no serviço, as chamadas dedetizadoras; e até mesmo em campanhas de saúde pública. A consequência da falta de seletividades dessas substâncias pelo homem traz grandes prejuízos tanto para os organismos que são alvos, quanto para quem sofre a ação tóxica desses compostos.

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