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MonitoraCovid-19 avalia quadro de desassistência durante pico da Ômicron

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Publicado em:17/02/2022
Análises do MonitoraCovid-19, painel da Fiocruz que acompanha os desenvolvimentos da pandemia de Covid-19 no Brasil, mostram que a variante Ômicron do vírus Sars-Cov-2 foi responsável por um forte impacto nos serviços de saúde neste início de ano, gerando um risco de desassistência à população no que se refere a atendimentos de urgência, especialmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Em janeiro, quase todas as unidades da Federação tiveram picos de internação semelhantes aos provocados pelas primeiras cepas do novo coronavírus, em 2020, seguidas pelo pico provocado pelas variantes Delta e Gama, durante o ano de 2021. Os pesquisadores alertam que a falta de dados provocada pelo ataque digital contra as bases de dados do Ministério da Saúde podem interferir nesse cálculo.

Ale?m disso, houve no peri?odo um expressivo volume de o?bitos ocorridos em hospitais fora das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Para os autores do estudo, isso denota a ocorre?ncia de um quadro de desassiste?ncia a? sau?de da populac?a?o. "No?s observamos os casos de pacientes hospitalizados. A maior parte dos leitos de UTI estavam ocupadas durante o me?s de janeiro, e, em muitos casos, houve um excedente de o?bitos ocorridas fora das UTIs, ou seja, em alas comuns de internac?a?o. Isso significa que uma parte da populac?a?o na?o teve acesso a essa forma de terapia intensiva", explica o pesquisador Diego Xavier, do Laborato?rio de Informac?a?o em Sau?de do Icict/Fiocruz.

Para os pesquisadores, o feno?meno ocorreu em quase todos os estados do pai?s, e em alguns deles, de forma mais elevada, como Acre, Amazonas, Ceara?, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Para?, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e Sa?o Paulo. Segundo os dados, e possi?vel correlacionar o aumento de internac?o?es e casos de UTI ao fato de que uma parte ainda grande da populac?a?o brasileira ainda na?o completou seu esquema de vacinac?a?o contra a Covid-19, ou seja, uma epidemia de na?o-vacinados, conforme apontam os autores.

"E? possi?vel verificar que com o aumento de casos, ha? a procura elevada pelos servic?os de sau?de, levando tambe?m a? ocupac?a?o dos leitos de UTI, somadas aos o?bitos por outras causas de sau?de ale?m da Covid-19. Tudo isso configura o risco de desassiste?ncia aos usua?rios quando buscam o servic?o de sau?de", complementa Xavier.

Clique aqui e leia a matéria na íntegra. 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
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