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A potência do “4 X 4” para o SUS

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Publicado em:04/01/2021
Por Luiz Vianna

Uma audaciosa e muito poderosa proposta para o avanço do SUS foi discutida na primeira semana deste mês, no I Congresso Brasileiro de Políticas e Sistemas de Atenção às Urgências e Acesso Hospitalar – promovido pela Rede Brasileira de Cooperação em Emergência ( https://rbce.com.br/) capitaneada pelo Prof. Armando De Negri.

A ideia central é o lançamento da Campanha “4 x 4” – Permanência de 4 horas nas Emergências e ampliação dos leitos hospitalares do SUS para 4/1000 habitantes.

Amparada no conceito de ‘Acesso à Emergência como um dos Direitos Humanos‘, e inspirada na luta travada pelo movimento dos médicos canadenses que conquistaram o mesmo para o seu sistema universal – rápida resolução nas unidades de emergência, com adequada oferta de leitos hospitalares para assistência adequada. A proposta da RBCE sai ancorada, no entanto, em uma ‘Aliança Cidadã: médicos, enfermeiros, psicólogos e demais profissionais de saúde, usuários do sistema, gestores do SUS, pesquisadores e professores universitários, juristas e representantes das OABs, economistas em saúde, secretários municipais e estaduais de saúde, deputados federais, representantes do CONASS, do CONASSENS, líderes religiosos e inúmeras entidades representantes de entidades sindicais e movimentos sociais.

O programa foi extenso e muito amplo para abarcar a complexidade do sistema, partindo das questões técnicas ligadas ao Tempo de Atendimento nas Emergências do país, forte indicador do desfecho final e resultado do atendimento, avançou para a definição dos conceitos, para a fundamentação do direito, sua viabilidade econômica e, por fim, para a necessidade da luta política na sua implantação.

A meta é ousada, encontrando descrença mesmo dentro do movimento sanitário, onde ainda ressoa uma pregação estigmatizada da polarização entre Atenção Primária e o modelo hospitalocêntrico; mas busca justamente tensionar a discussão para uma potente aspiração de reestruturação da rede que dê conta da integralidade e reduza a iniquidade do sistema.

O advento da pandemia expôs a dimensão do problema, a capacidade e necessidade de resposta do Estado e do SUS e a importância de sua reestruturação para enfrentamento das grandes necessidades da atenção de urgência e emergência; e serviu para espelhar o status da rede pública, considerando-se que já vivemos com uma emergência sanitária crônica, com a superlotação, congestionamento e baixa resolutividade das unidades de atendimento de emergência.

As palestras do Congresso estão disponíveis no Youtube:  https://www.youtube.com/channel/UCPAJAAVzvReXxNxGqfB0R5w/videos

Fonte: Observatório de Medicina
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