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ENSP e OuvSUS/MS realizam oficina para implantação de ouvidorias em Porto Velho

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Publicado em:26/11/2025

*Por Gustavo Nunes 

Nos dias 30 e 31 de outubro, Porto Velho (RO) sediou a Oficina Regional Norte 1 – Implantação e Implementação de Ouvidorias do SUS, reunindo ouvidoras, ouvidores e gestores dos estados de Rondônia, Pará e Amapá. A atividade integrou o projeto Fortalecimento da Gestão, da Participação Social e das Ouvidorias do SUS, desenvolvido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) em parceria com a Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS/MS).

A mesa de abertura contou com a participação da coordenadora nacional do projeto e professora do Cesteh/ENSP/Fiocruz, Rosa Souza; Leonardo de Carvalho Maia, da Coordenação de Gestão da Informação em Ouvidorias do SUS/OuvSUS; de Ailton Andrade, ouvidor da SESAU/RO; Mariana Ayres Henrique Bragança, secretária adjunta de Estado da Saúde de Rondônia; de Laura Otilia Chaves Lopes, ouvidora municipal do SUS de Porto Velho; e de Marli Rosa de Mendonça, presidente do Conselho Estadual de Saúde de Rondônia.


Em sua saudação, Rosa Souza expressou a alegria de realizar a primeira oficina do ciclo na Região Norte –  sua região natal – e reforçou o desejo de que o encontro fosse produtivo, conectado à realidade dos serviços e capaz de refletir, com profundidade, os desafios do território amazônico. 

O ouvidor do SUS em Rondônia, Ailton Andrade, agradeceu à Fiocruz pela organização do evento e ao Ministério da Saúde pelo apoio constante às ouvidorias. Também reconheceu o empenho da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia na estruturação da ouvidoria e reafirmou o compromisso de atuar com excelência para além do papel tradicional de canal de reclamações. Encerrando sua fala, desejou que a oficina se consolidasse como um verdadeiro espaço de aprendizagem e troca entre os participantes.

A presidente do CES/RO, Marli Rosa, ressaltou que a ouvidoria “dá voz à população” e funciona como um termômetro de grande valia para desmistificar a ideia transmitida por setores da imprensa de que o SUS não funciona. Ela destacou ainda a potência formativa da oficina e afirmou que permaneceria durante os dois dias para aprender. 

Na sequência, Leonardo Maia destacou que, desde 2024, a OuvSUS/MS vem construindo uma agenda contínua de capacitação regional e fortalecimento das ouvidorias do SUS, com destaques como o Encontro Nacional de Ouvidorias do SUS (ENOuvSUS 2025), onde foram discutidos temas estruturantes e reafirmando o compromisso de avançar na aprovação da Política Nacional de Ouvidorias do SUS (PNOuv SUS).


Em sintonia com a valorização das identidades locais, a programação contou com apresentação da cantora Gabriê, que interpretou ritmos regionais em uma performance que exaltou a Amazônia e promoveu integração e celebração entre os participantes.

As atividades da oficina seguiram a mesma linha metodológica das edições anteriores, com foco em práticas ativas e construção coletiva. Os grupos elaboraram propostas relacionadas a papéis, responsabilidades e fluxos de atuação, preservando um núcleo comum de recomendações — qualificação das equipes, aprimoramento estrutural, padronização de processos e fortalecimento da escuta — incorporando as especificidades da região Norte, como as longas distâncias, desafios logísticos, deslocamentos fluviais e a necessidade de estratégias diferenciadas para alcançar populações em áreas remotas.

No segundo dia, a ouvidora-geral do SUS, Maria Eufrásia Lima, participou das atividades e dialogou com as equipes. Ela elogiou a criatividade das soluções apresentadas para enfrentar os desafios locais e reconheceu o protagonismo das ouvidorias na produção de respostas qualificadas. Em sua fala, destacou os avanços na construção da PNOuv SUS: “Temos uma minuta de política nacional de ouvidoria, espelhada na legislação de ouvidorias, mas que traz as nossas singularidades do SUS. O SUS é um sistema ramificado, e precisamos ter um ordenamento próprio, pactuado com CONASS e CONASEMS.”


Maria Eufrásia também defendeu a necessidade de uma mudança de postura institucional das ouvidorias, propondo um modelo de escuta ativa e presença nos territórios: “Nós vamos fazer uma ouvidoria proativa, visitar os estados, ir à casa das pessoas, conversar sobre suas impressões e sentimentos e diluir boatos. É a primeira vez que vamos até as pessoas — não vamos mais esperar apenas o que chega”.

Ao final da oficina, o secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Jefferson Rocha, reafirmou o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento da escuta e valorizou o trabalho integrado entre Ministério da Saúde, Fiocruz, estados e municípios.

+Assista na íntegra aos vídeos produzidos sobre a oficina em Porto Velho:



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