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Opas lança publicação sobre a saúde nas Américas

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Publicado em:29/10/2012
A publicação Saúde nas Américas, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foi lançada no dia 18 de outubro, durante a mesa-redonda Evidências epidemiológicas e a vigilância em saúde na 12ª ExpoEpi, em Brasília. Segundo o gerente de Vigilância da Saúde e Prevenção e Controle de Doenças da Opas-WDC, Marcos Antonio Espinal Fuentes, é uma importante publicação quinquenal da Opas/OMS, voltada para discussão dos principais avanços e desafios para o setor saúde nas Américas.

A ExpoEpi (Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças) é um evento anual do Ministério da Saúde. Neste ano, o evento contou com a participação de cerca de 3,5 mil participantes, entre profissionais de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde do Brasil, acadêmicos e pesquisadores nacionais e internacionais de destaque nessa temática. O lançamento do livro Saúde nas Américas na ExpoEpi teve grande simbolismo, uma vez que a sua editoração para a língua portuguesa contou com o apoio da cooperação técnica do Ministério da Saúde e da Opas no Brasil.

As análises contidas na publicação abordam os contextos políticos, econômicos e sociais, e resumem a situação de saúde dos países e territórios das Américas. A magnitude, as tendências temporais e as desigualdades entre grupos sociais distintos dos principais indicadores de saúde são analisadas criticamente, assim como são discutidas as respostas organizadas do setor saúde nessa região.

A publicação fornece aos profissionais de saúde, aos tomadores de decisão e à sociedade em geral uma ampla reflexão sobre os desafios apresentados para o setor saúde dos países e territórios e fomenta o debate sobre os possíveis caminhos para o seu enfrentamento. Espera-se, assim, promover um debate informado e crítico sobre a situação da saúde nas Américas.

A publicação encontra-se disponível aqui em português, inglês e espanhol. 
 
Opas lança publicação sobre a saúde nas Américas
Como achados relevantes, destacam-se:

As Américas são, hoje, a região mais urbanizada do mundo, e sua pobreza tem reduzido de maneira importante (de 41%, em 1990, para 29%, em 2007). Porém, na região, 127 milhões de pessoas ainda vivem nessas condições.

Entre 2005 e 2010, a taxa de fecundidade caiu de 2,3 para 2,1 filhos por mulher, e a esperança de vida aumentou de 74,8 para 76,2 anos em média.

Enormes avanços foram observados quanto à redução das doenças infecciosas, em especial as doenças imunopreveníveis: estima-se que 174 mil mortes infantis são evitadas a cada ano em virtude dessas medidas.

Apesar de avanços em alguns países, desafios importantes persistem na região quanto à tuberculose (com prevalência de 38 casos por 100 mil habitantes em 2009 na América Latina e Caribe), a malária (endêmica em 21 países) e a dengue (com picos epidêmicos a cada cinco anos).

Progressivamente as doenças crônicas não transmissíveis têm se destacado: 250 milhões de pessoas sofrem em virtude de alguma dessas doenças e 3,9 milhões de pessoas morreram, em 2007, devido a essas causas.

O grupo das causas externas é um problema crescente na região, especialmente entre homens, com taxa de mortalidade de 237,8 por 100 mil homens, em 2007.

Ainda que desafios importantes persistam para a ampliação da cobertura integral dos serviços e na melhoria da qualidade da atenção à saúde, durante os últimos anos os países e territórios das Américas progrediram marcadamente na universalização dos sistemas de saúde, no fortalecimento da atenção primária e na reafirmação do direito à saúde.

Fonte: Opas
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