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Radis de maio mostra a realidade das comunidades terapêuticas

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Publicado em:21/05/2026

Sob a fachada de acolhimento, CTs reproduzem as faces da barbárie manicomial

Por que as chamadas “comunidades terapêuticas” (CTs) são um alerta para as políticas de saúde mental no Brasil? Na fachada, elas se apresentam como espaços de acolhimento e recuperação para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e substâncias. Na realidade, porém, as CTs são instituições asilares, a maioria delas com orientação religiosa, que perpetuam violências e violações de direitos.
Relatórios de inspeções realizadas por órgãos públicos em todo o país revelam um cenário de privação de liberdade, ausência de projetos terapêuticos, violência física e religiosa e exploração do trabalho, por vezes em condições análogas à escravidão.
Mesmo com as denúncias, a presença das CTs se expande pelo país — com apoio e financiamento público. Em contrapartida, a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do SUS, que possui alternativas de cuidado para essas pessoas, sofre com a falta de recursos. No marco dos 25 anos da Lei 10.216 de 2001 e no mês da luta antimanicomial, Radis mostra como as comunidades terapêuticas ferem os princípios da chamada Lei da Reforma Psiquiátrica e atualizam o passado manicomial.

Na edição, você também confere: o legado da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que completa 40 anos e mostra que, sem participação social, as conquistas da saúde não seriam possíveis; tratamentos fantasiosos sem comprovação científica proliferam na internet e colocam a saúde em risco. Leia aqui.


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