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Caminhada mobiliza comunidade da ENSP/Fiocruz pelos ‘21 Dias de Ativismo Contra o Racismo’

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Publicado em:25/03/2026


Atividade promovida pelo Coletivo Feira Preta da ENSP reuniu trabalhadores, estudantes e movimentos sociais em um percurso de valorização de trajetórias negras e fortalecimento da equidade racial.

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) realizou, nesta terça-feira (24/3), uma caminhada em alusão aos '21 Dias de Ativismo Contra o Racismo'. Promovida pelo Coletivo Feira Preta, com o apoio da Asfoc-SN e do Circuito Saudável, a atividade reuniu trabalhadoras, trabalhadores e estudantes em um percurso de ocupação consciente do território institucional. A iniciativa foi marcada pela valorização de trajetórias negras e pelo fortalecimento do compromisso coletivo com a equidade racial, mobilizando a comunidade da Fiocruz em torno da reflexão e do enfrentamento ao racismo estrutural.



Para o diretor da ENSP, Marco Menezes, que esteve presente na atividade, “iniciativas como essa nos convidam a refletir, aprender e agir continuamente no enfrentamento ao racismo estrutural, um desafio que precisa ser assumido de forma coletiva e cotidiana”.



Percurso coletivo e valorização de saberes

O encontro contou com a participação de Luciene Lacerda, idealizadora da campanha '21 Dias de Ativismo Contra o Racismo', iniciativa de mobilização e educação que propõe três semanas de reflexão, aprendizado e engajamento. Também esteve presente o movimento social Mães de Manguinhos, fortalecendo o diálogo entre a instituição e o território.


Conduzida pelo residente do CSEGSF/ENSP, Ian Maria, a caminhada teve início com um momento de acolhimento, que incluiu a prática de Kemetic Yoga, tradição ancestral de origem africana. A atividade foi orientada por Lucilene Freitas, da coordenação colegiada do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, destacando a importância da valorização de saberes historicamente invisibilizados.


Ato simbólico, político e pedagógico

No encerramento, o Coletivo Feira Preta da ENSP destacou que a caminhada ultrapassa o caráter de deslocamento físico. “Mais do que um percurso físico, a caminhada se propõe a ser um ato pedagógico, político e simbólico de ocupação consciente do espaço institucional, reafirmando que o enfrentamento ao racismo exige memória, prática cotidiana e compromisso coletivo”, ressaltou a organização.

A atividade também contou com registros fotográficos das trabalhadoras e dos trabalhadores negros, além de pessoas parceiras na luta antirracista, simbolizando união e reconhecimento.



Mobilização e compromisso institucional

Inicialmente prevista para a semana anterior, a caminhada foi remarcada para o dia 24 de março em respeito à mobilização dos trabalhadores da Fiocruz. Em nota, o Coletivo Feira Preta da ENSP manifestou apoio ao movimento, reconhecendo sua importância e legitimidade.

A ação integra o conjunto de atividades dos '21 Dias de Ativismo Contra o Racismo', iniciativa que propõe três semanas de reflexão e engajamento no enfrentamento ao racismo estrutural. No contexto institucional, ações como essa contribuem para fortalecer uma cultura organizacional comprometida com a equidade, a diversidade e os direitos humanos, ampliando o debate sobre racismo e suas implicações na sociedade e na saúde.


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