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Pesquisa da ENSP/Fiocruz realiza trabalho de campo em Roraima sobre a saúde dos trabalhadores da saúde indígena e quilombola

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Publicado em:16/03/2026
A equipe da pesquisa Condições de trabalho e saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras de saúde das áreas indígena e quilombola no contexto da COVID-19 no Brasil, coordenada pela pesquisadora Maria Helena Machado, da ENSP/Fiocruz, esteve em Roraima entre os dias 9 e 13 de março para a realização do trabalho de campo.

Durante a visita, foram aplicados questionários junto à força de trabalho que atua nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e nas Casas de Saúde Indígena (Casai) da região. O instrumento, inédito e desenvolvido pela Fiocruz, tem como objetivo traçar o perfil sociodemográfico desses trabalhadores e trabalhadoras, analisar suas jornadas de trabalho, condições de atuação e níveis de proteção, além de identificar os impactos da pandemia de COVID-19 em suas vidas pessoais e profissionais.

A equipe de campo, formada por Wilson Aguiar, Everson Pereira e Cláudio Barreto, visitou o DSEI Leste de Roraima, a Casai Leste de Roraima, o DSEI Yanomami e a Casai Yanomami, onde foram aplicados 340 questionários com trabalhadores e trabalhadoras das unidades.

Para Maria Helena Machado, a ida a campo foi extremamente positiva, especialmente pelo contato direto com profissionais indígenas e não indígenas que atuam na atenção à saúde. A experiência em uma região que abriga a maior terra indígena do Brasil é considerada estratégica e contribuirá de forma significativa para a formulação de políticas públicas no âmbito da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS).

Segundo a coordenadora, o sucesso da missão em Roraima se deve não apenas à competência da equipe de pesquisadores, mas também ao apoio institucional e à ampla adesão dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, incluindo profissionais da assistência direta, equipes administrativas, motoristas e demais trabalhadores que compõem a rede de atenção à saúde indígena.



Parcerias

A equipe destaca o apoio local do Conselho Regional de Enfermagem de Roraima, na pessoa de sua presidente, Tárcia Barreto, e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviços de Saúde do estado. Também agradece ao Conselho Federal de Enfermagem, por meio da Câmara Técnica de Enfermagem em Atenção à Saúde dos Povos Originários, na pessoa do conselheiro João Lima.

No âmbito federal, a pesquisa contou com o apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS), por meio do secretário Ricardo Tapeba e de sua chefe de gabinete, Angélica Maia. Destaca-se ainda o apoio institucional do Ministério da Saúde, na pessoa do ministro Alexandre Padilha e de sua chefe de gabinete, Eliane Cruz, cuja atuação foi decisiva para a realização da agenda no estado.

A previsão é que o relatório final da pesquisa seja divulgado no Abril Indígena, período dedicado à valorização, resistência e conscientização sobre os direitos e a diversidade dos povos originários no Brasil. 



A pesquisa é conduzida pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e pelo Centro de Estudos Estratégicos (CEE), com coordenação adjunta de Swedenberger Barbosa e Carlota Resende, e conta com financiamento do Programa de Fomento ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Aplicado a Saúde Pública da ENSp/Fiocruz.



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