Uso de Tecnologias Digitais na Gestão do SUS: experiências e lições aprendidas – Relatório
Como as tecnologias digitais têm sido utilizadas na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e que aprendizados essas experiências oferecem para o fortalecimento do sistema público? Essas são algumas das questões abordadas no relatório “Uso de Tecnologias Digitais na Gestão do Sistema Único de Saúde (SUS): experiências e lições aprendidas”, uma publicação realizada em parceria entre o Observatório do SUS da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o projeto “Implicações das Tecnologias Digitais nos Sistemas e Serviços de Saúde”, da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, vinculada à Presidência da Fiocruz por meio da Iniciativa Saúde Amanhã.
No relatório é possível encontrar a síntese dos principais resultados, aprendizados e recomendações provenientes da oficina sobre “Uso de tecnologias digitais na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS): experiências e lições aprendidas”, realizada no dia 28 de agosto de 2025, na ENSP/Fiocruz, com 14 participantes (presencial).
A oficina resultou da parceria entre o Observatório SUS (ENSP/Fiocruz) e a Estratégia Fiocruz da Agenda 2030, no intuito de conhecer melhor as experiências do SUS em relação a grandes temas para a consolidação e defesa do SUS. O uso crescente das tecnologias digitais em sistemas de saúde impacta profundamente diversas áreas, desde o cuidado direto ao usuário e a gestão de serviços até questões estratégicas como financiamento, regulação, equidade e governança de dados.
O relatório contextualiza as experiências de digitalização no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Atenção Primária à Saúde (APS), buscando compreender em que medida suas implementações locais estão alinhadas com os princípios fundamentais do SUS e os atributos da APS, estabelecendo um diagnóstico inicial sobre sua conformidade com o sistema. Em seguida, aborda aspectos relacionados à implementação e sustentabilidade das experiências municipais, examinando os desafios (políticos, tecnológicos, econômicos e sociais), as estratégias de superação, o papel das parcerias e os mecanismos de participação social.
O relatório mostra o posicionamento das experiências locais no cenário macro, analisando sua integração com políticas nacionais como a Estratégia de Saúde Digital 2028 e o Governo Digital, assim como, o grau de autonomia dos municípios e as ações para fortalecer políticas digitais mais alinhadas aos princípios do SUS e às especificidades loco regionais. Por fim, o relatório fornece insumos concretos para as políticas públicas de saúde digital e governo digital, servindo ainda como guia para as ações de gestores, profissionais, trabalhadores, pesquisadores e usuários do SUS.
Observatório do SUS



