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Especialista aponta benefícios do mapeamento de competências

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Publicado em:21/03/2019
Especialista aponta benefícios do mapeamento de competênciasO projeto de Mapeamento de Competências está em andamento na área de Gestão da Escola de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Em sua terceira fase, as competências, agora, passarão por validação do profissionais mediante questionário on-line, disponível até a próxima quarta-feira (27/3), no qual serão desmembrados em conhecimento e comportamento, por meio de trabalhos no Plano de Desenvolvimento de Pessoas, com ações de capacitação.

Com um histórico de atuação em mapeamentos na instituição, a analista de gestão e coordenadora do Projeto de Banco de Competências da Fiocruz, Priscila Lucas da Cunha, esclarece, em entrevista, algumas questões sobre o funcionamento do processo e também fala a respeito desses benefícios para a Escola.

Informe ENSP: Qual o conceito institucional de competência para Fiocruz?

Priscila Lucas: Entre as estratégias adotadas pelo governo federal que se inserem no programa da Reforma do Estado e Modernização da Gestão Pública, o Decreto nº 5.707, de 2006, introduziu o modelo da competência na Administração Pública Federal (APF) que imprimiu às organizações públicas o desafio de estabelecer um novo referencial teórico e metodológico para a gestão do desenvolvimento dos recursos humanos e de adequação das competências requeridas dos servidores aos objetivos das instituições e o seu desenvolvimento permanente. A partir de 2009, a Diretoria de Recursos Humanos, atual Cogepe, assumiu como um dos seus objetivos e desafios repensar a área de Recursos Humanos da Fiocruz, de forma a melhor alinhá-la ao cumprimento dos planos estratégicos institucionais. No mesmo ano, cerca de 80 profissionais foram capacitados pela Enap, na metodologia e, desde então, os projetos estratégicos da Cogepe estão alinhados por competências, incluindo o escopo metodológico da Escola corporativa, Projeto Mobilidade e Banco de Talentos.

Os conceitos balizadores utilizados para abordar a Gestão por competências são tratados de forma transversal, na perspectiva de sua apropriação pelo grupo envolvido. Entre os conceitos se destacam: dar visibilidade às implicações estratégicas da organização – do gestor; compreender como a estratégia define competências-chave, e como essas competências permitem definir novas estratégias; compreender o papel dinamizador da aprendizagem, no sentido de criar e agregar novos conhecimentos, desenvolver competências, produzir mudanças e inovações, isso aliado a outros recursos da organização; compreender a inserção do compromisso individual na corresponsabilidade de equipe; o saber questionar-se ante a própria atividade profissional; construção de um referencial comum e alinhamento de linguagem, necessários ao desenvolvimento de competências coletivas e que podem contribuir para distinguir uma organização. Essas são referências da linha teórica francesa, seguida por autores como: Philippe Zarifian,Valéry Michaux, Didier Retour e Roberto Ruas, entre outras contribuições.
 
Informe ENSP: De que maneira as competências são organizadas na Fiocruz?
 
Priscila Lucas: A Fiocruz é composta de grandes áreas de atuação que se desdobram em subáreas, e essa organização é espelhada por suas unidades. Para a execução do trabalho de Gestão por Competências, a Cogepe assumiu a hierarquização em três níveis da competência: organizacional; área; funcional. A hierarquização foi uma forma de organizar as competências de acordo com os objetivos esperados para esse modelo de gestão. 
 
Entendemos as competências organizacionais como aquelas que asseguram a realização da missão, visão, valores e estratégia. A competência de área é compreendida no espaço intermediário da organização e das pessoas. Ela nos remete à entrega estratégica necessária às áreas, para que sejam capazes de cumprir seus objetivos, os quais, consequentemente, estejam alinhados aos objetivos da Fiocruz.

Já a competência funcional irá identificar a entrega que o coletivo de profissionais deverá desenvolver para sustentar e auxiliar no cumprimento da competência da área. A sinergia dessas competências associadas a outros recursos da organização poderá construir competências coletivas que qualificam o grupo. Nessa perspectiva, todos os programas da Escola Corporativa Fiocruz são organizados sob a ótica das competências, que são estratégicas à Fiocruz. E são essas competências funcionais que se desdobram em ações educacionais de desenvolvimento. O objetivo da definição de diretrizes para o Plano de Desenvolvimento de Pessoas das unidades é estabelecer metodologia que subsidie as Unidades da Fiocruz no planejamento das ações de desenvolvimento, em consonância com o Decreto Nº 5.707/2006, que estabelece as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal.
 
Informe ENSP: Quais são os benefícios de ter as competências mapeadas para a instituição?

Priscila Lucas: São inúmeros benefícios, e alguns já foram citados, mas cabe enfatizar que as competências contribuem para alocação estratégica de recursos ao alinhar seus objetivos e diretrizes aos programas de desenvolvimento de pessoal. A qualificação efetiva do seu quadro de pessoal é fundamental para que a Fiocruz possa exercer seu papel estratégico de responder os problemas nas áreas de Ciência e Tecnologia em Saúde. 
 
O questionário on-line está disponível até o dia 22 de março. Para participar, clique aqui

 


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