Segurança no 'campus': Jeremias Barbosa, da Cogic, fala sobre plano de contingência
Nas últimas semanas, com o aumento de conflitos armados na Maré e no território Manguinhos, alguns episódios deixaram em alerta aqueles que trabalham, estudam e frequentam o prédio da ENSP. Para tirar dúvidas sobre os procedimentos de segurança e o que vem sendo planejado e refeito nesse sentido, o Informe ENSP entrevistou Jeremias Barbosa, do Departamento de Segurança Patrimonial da Coordenação-Geral de Infraestrutura (Cogic).
Informe ENSP: O que vem sendo discutido e pensado com relação ao Plano de Contingência e à segurança do dia a dia frente aos momentos críticos que estamos vivendo? Haverá mudanças?
Jeremias Barbosa: O Departamento de Vigilância e Segurança Patrimonial (DVSP), da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), entende que dominar os procedimentos de segurança estabelecidos no Plano de Contingência é a melhor resposta às situações de conflitos armados. Com isso, a equipe de segurança está reforçando esse trabalho com a reestruturação dos Grupos de Comunicadores de Segurança (Líderes de Segurança), a fim de buscar maior participação deles como referências/interlocutores do prédio, para a aplicação dos procedimentos definidos pelo plano. É importante mencionar que também estamos aprimorando a operação dos vigilantes das portarias de acessos ao campus Manguinhos e dos vigilantes motociclistas em relação ao controle de acessos nos locais próximos à contingência, além de maior praticidade nos postos de controle de trânsito. As mudanças dentro do campus Manguinhos podem se estabelecer com a conscientização do comportamento padrão de segurança a ser adotado por todos os usuários, focando na execução das orientações de segurança na hora da contingência. Quanto às mudanças do cenário externo, o DVSP considera que, com a atual politica de segurança, elas são imutáveis. É importante lembrar que os órgãos de segurança pública estão operacionalmente alinhados à Política de Intervenção no Rio com suas ações de segurança marcadas pelo “enfrentamento”. Entendemos isso pelas ações na cidade sem planejamento, mesmo após os dois meses de sua implantação.
Informe ENSP: Quais são os canais seguros para os usuários do prédio principal e outros se informarem sobre a segurança, tanto em momento de confronto como no dia a dia?
Jeremias Barbosa: As unidades que têm o Grupo de Comunicadores de Segurança (GCS) recebem informações do DVSP já devidamente filtradas, para que, nas contingências, sejam repassadas aos trabalhadores e alunos dos seus respectivos prédios. Na qualidade de canal de comunicação oficial, a Coordenação de Comunicação Social (CCS), da Presidência, é a responsável, sendo as informações oficiais encaminhadas via lista Fiocruz-L de forma emergencial. Já a Equipe de Segurança tem como padrão de comunicação para as situações de contingência o sistema de rádio, com uma central exercida em todo o campus e Expansão, monitorando as portarias de acesso de veículos e pedestres, com destaque para o monitoramento na Leopoldo Bulhões e Av. Brasil.
Esse Sistema de Comunicação é exclusivo para o serviço de vigilância da Fiocruz. É importante ressaltar que o DVSP, por intermédio do seu Setor de Inteligência, colhe, em tempo real, informações valendo-se das seguintes ferramentas e ações:
- Aplicativos: Fala Manguinhos, Maré Vive, OTT Rio e outros.
- Grupo do Comitê de Segurança RJ: dissemina as informações das ocorrências registradas em toda a cidade do Rio de Janeiro em tempo
real.
- Recebe e filtra as informações dos colaboradores que moram dentro das comunidades no entorno dos campi.
- Busca de informações com os Órgãos de Segurança Pública, como Batalhões, Delegacias e UPPs.
Informe ENSP: Quais orientações você julga mais importantes a serem passadas para quem trabalha, estuda, frequenta a ENSP no tocante à segurança?
Jeremias Barbosa: 1. Conhecer os procedimentos de segurança previstos no Folheto de Segurança do Prédio, disponível na Intranet Fiocruz; 2. Se conscientizar de que PERMANECER dentro do prédio é a atitude mais segura na hora do conflito armado; 3. A saída do prédio deverá ser feita no momento em que NÃO HOUVER conflito armado, e este momento precisa ser monitorado pelo DVSP; 4. O Comunicador de Segurança do Prédio é a pessoa mais indicada para orientar os trabalhadores e alunos na hora da contingência.
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