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Agenda Ambiental quer mobilizar a instituição

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Publicado em:14/12/2012
“A ENSP/Fiocruz, como uma instituição de saúde ligada ao governo federal, tem uma obrigação institucional: o alinhamento com as políticas de Estado que visem à garantia da saúde ambiental.” A opinião é da coordenadora adjunta da Comissão de Gestão Ambiental da Escola, Rejane Tavares, que apresentou a proposta da Agenda Ambiental da ENSP, no dia 5 de dezembro de 2012. Segundo ela, o compromisso ambiental das instituições públicas começou com a Conferência Rio 92, cujo principal documento, intitulado Agenda 21, estabeleceu os padrões sustentáveis de desenvolvimento e consumo para todas as nações. Para fomentar a Agenda 21, foi criada pelo governo federal a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), com a missão de sensibilizar os gestores públicos para a importância das questões ambientais e incorporar princípios e critérios de gestão ambiental. Em entrevista ao Informe ENSP, Rejane explica a proposta da Agenda Ambiental da Escola.

Informe ENSP: Quais os antecedentes para a elaboração da Agenda Ambiental da ENSP?

Agenda Ambiental quer mobilizar a instituiçãoRejane Tavares: A ENSP/Fiocruz, como uma instituição de saúde ligada ao governo federal, tem uma obrigação institucional: o alinhamento com as políticas de Estado que visem à garantia da saúde ambiental. Nesse sentido, a Agenda Ambiental, em termos corporativos, tem o objetivo de estabelecer e fomentar políticas que garantam a aplicação de princípios e práticas de sustentabilidade em suas atividades, considerando os aspectos sociais, ambientais, econômicos e institucionais.

Informe ENSP: Quais os princípios norteadores em que se baseia a Agenda?

Rejane Tavares: Para sua construção, foram utilizados, como base, os pilares da sustentabilidade e, como principais referenciais, a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) e a Agenda dos Hospitais Verdes e Saudáveis. A iniciativa está alinhada com as diretrizes institucionais, explicitadas no relatório final do VI Congresso Interno, no que tange aos macroprojetos Fiocruz Saudável e Consolidação do Programa de Saúde e Ambiente.

Informe ENSP: Como ocorreu a implantação da iniciativa?

Rejane Tavares: A ENSP vem demonstrando ao longo do tempo a preocupação com a sustentabilidade, por meio de diversas ações para a incorporação desses conceitos à sua prática. A contratação com adoção de critérios socioambientais é realizada desde 2008. Em colaboração com a Diretoria de Administração do Campus (Dirac/Fiocruz), foi realizado um convênio com a Eletrobras para troca de aparelhos de ar-condicionado, com vistas à economia de energia. Já o projeto Pedalando pela sua Saúde, pelo Nosso Planeta, voltado para a qualidade de vida, incentiva o deslocamento saudável e sustentável por meio de 24 bicicletas alocadas em dois bicicletários do campus Manguinhos, para serem utilizadas gratuitamente pelos colaboradores nesse local.

A necessidade de um tratamento sistêmico dessas ações direcionou a criação de uma Comissão de Gestão Ambiental formalizada pela Portaria da ENSP GD-ENSP 017/2012, em 5/6/2012, de caráter multidisciplinar. O apoio da alta gestão se reflete na presença de representantes da Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão e da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção à Saúde. Uma sequência de oficinas propiciou a formulação das bases conceituais, e também foi estabelecido o alinhamento com as políticas institucionais. Ao fim dessa etapa, elaborou-se uma proposta de agenda ambiental composta de eixos estratégicos e linhas de atuação.

Informe ENSP: Quais são os campos de ação da Agenda Ambiental?

Rejane Tavares: Foram estabelecidos quatro eixos estratégicos que delimitam a área de atuação da gestão sustentável na ENSP e definidos os campos de ação para a melhoria do desempenho institucional. Esses campos de ação englobam: liderança, comunicação e capacitação, energia, água, materiais e processos produtivos, compras sustentáveis, gerenciamento integrado dos resíduos sólidos, alimentação, mobilidade e qualidade de vida no trabalho.

Informe ENSP: Em que fase as ações da Comissão de Gestão Ambiental se encontram?

Rejane Tavares: Após a primeira apresentação no Centro de Estudos da ENSP, em 5/12/12, a proposta de agenda será submetida à aprovação pelo Conselho Deliberativo da ENSP. Realizada essa etapa, serão realizadas novas oficinas pela Comissão para a consolidação do plano de ações. Nesse plano estão previstas as metas e prazos para a realização das ações.

Informe ENSP: Como será o processo de sensibilização dos gestores e profissionais da ENSP?

Rejane Tavares: Será elaborado um plano de comunicação que contemplará processos que possibilitam ao indivíduo e à coletividade construir valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, essencial à qualidade de vida sadia e sustentabilidade.

Informe ENSP: Qual é o objetivo da iniciativa?

Rejane Tavares: Esse documento está sendo utilizado como base para a elaboração de um plano de ações com caráter sustentável. Essas ações têm como meta a apresentação de novos conceitos que, uma vez interiorizados pelo indivíduo, induzam às mudanças na cultura, política e ética institucional. Dessa forma, esperam-se o desenvolvimento de responsabilidades e a incorporação de valores sustentáveis para reduzir o impacto ambiental da instituição. Em adição, essas ações permitem a manutenção da acreditação dos serviços ambulatoriais e laboratoriais que atendem normas nacionais e internacionais.
 

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