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Maria Helena Barros recebe homenagem da EMERJ e celebra 25 anos de parceria entre ENSP e Judiciário

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Publicado em:24/06/2026

"Eu nunca caminhei sozinha. Sempre estive de mãos dadas com muitas pessoas." Pesquisadora da ENSP/Fiocruz torna-se a primeira representante da área da saúde a integrar a Galeria dos Conferencistas Eméritos da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Crédito imagens: Assessoria Emerj.


A emoção marcou a cerimônia realizada pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), no dia 22 de junho. Ao inaugurar o retrato da pesquisadora Maria Helena Barros de Oliveira na Galeria dos Conferencistas Eméritos, a instituição reconheceu não apenas sua trajetória acadêmica dedicada aos direitos humanos e à saúde pública, mas também mais de duas décadas de cooperação entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o sistema de justiça.

Maria Helena tornou-se a primeira representante da área da saúde a integrar o espaço, destinado a personalidades que contribuíram de forma relevante para o aprimoramento da atividade acadêmica e para a disseminação do conhecimento no âmbito da Magistratura.



A solenidade reuniu representantes da Fiocruz, da ENSP, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, pesquisadores do Departamento de Direitos Humanos e Saúde (Dihs/ENSP/Fiocruz), familiares, amigos e magistrados. Entre os presentes estavam o diretor da ENSP, Marco Menezes; a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, representando a Presidência da Fundação; e o ex-presidente da Fiocruz Paulo Gadelha.

Ao apresentar a homenageada, o cerimonial destacou sua trajetória acadêmica e institucional. Pesquisadora titular da Fiocruz, Maria Helena possui pós-doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, doutorado em Ciências pela ENSP e mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, é docente permanente dos programas de pós-graduação da Escola e líder do Grupo de Pesquisas em Direitos Humanos e Saúde.



Uma trajetória construída coletivamente

Visivelmente emocionada, Maria Helena definiu a EMERJ como sua “segunda casa” e destacou que a homenagem representa uma construção coletiva. “Estou profundamente emocionada e, mais do que emocionada, grata. Este é um momento especial de gratidão”, afirmou.

Ao recordar sua trajetória, ressaltou a importância das pessoas e instituições que contribuíram para consolidar a parceria entre ENSP e EMERJ ao longo dos últimos 25 anos.

“Eu tenho 41 anos de Fiocruz e, há aproximadamente 25 anos, venho trabalhando com a Escola e com o Tribunal. A principal questão deste momento é que eu não estou sozinha. Eu nunca caminhei sozinha. Sempre estive junto de pessoas. Sempre estive de mãos dadas com muitas pessoas.”

Durante o discurso, a pesquisadora homenageou magistrados, gestores, pesquisadores e servidores que participaram dessa construção institucional, destacando nomes como a desembargadora Maria Collares Felipe da Conceição, responsável por iniciar essa aproximação em 2003, além do juiz Rubens Casara e dos desembargadores Sérgio de Souza Verani e Caetano Ernesto da Fonseca Costa.


Saúde, justiça e direitos humanos

Ao longo dessas duas décadas e meia de cooperação, ENSP e EMERJ desenvolveram seminários, publicações, disciplinas compartilhadas, ações de extensão e iniciativas voltadas à formação de magistrados.

Um dos principais resultados dessa parceria foi a criação do Mestrado Profissional em Direitos Humanos, Justiça e Saúde, que já formou 45 magistrados com titulação de mestre em Saúde Pública. Maria Helena também anunciou o início da quarta turma do curso, previsto para setembro deste ano.

“Foi uma relação afetiva, amorosa e de intensa discussão acadêmica sobre os direitos humanos, entendendo os direitos humanos como um espaço de reflexão da dor, mas também de muita esperança.”



A pesquisadora destacou ainda a importância da Justiça Itinerante Maré-Manguinhos, desenvolvida em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e a Fiocruz, ampliando o acesso à justiça para moradores dos territórios do entorno da Fundação.

Reconhecimento e compromisso

Em um dos momentos mais emocionantes da cerimônia, Maria Helena afirmou que a homenagem simboliza algo maior do que o reconhecimento de sua trajetória profissional. “Esse é um reconhecimento de que estar junto, estabelecer afetos, amores e trabalho com as instituições sempre vai valer a pena. Estou muito honrada e muito emocionada.”

Ao encerrar sua fala, dedicou a homenagem ao filho, Juliano de Oliveira Suassuna. “Ele é a luz da minha vida e me ensinou que o amor é incondicional.”

Encerrando a solenidade, o diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio Luís Braga dell'Orto, destacou o papel das escolas de governo na formação de profissionais comprometidos com a democracia, os direitos humanos e a melhoria dos serviços públicos.

“Acredito muito que as escolas de governo têm um papel fundamental na melhoria do serviço público brasileiro. Essa qualificação passa exatamente pelo processo educacional e pela reflexão.” Para ele, iniciativas como o Mestrado Profissional em Direitos Humanos, Justiça e Saúde demonstram a importância da cooperação entre instituições na construção de uma sociedade mais justa, plural e comprometida com o bem-estar coletivo.

Créditos imagens: Assessoria Emerj.

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