Pesquisa da Fiocruz sobre direito à saúde das pessoas com deficiência intelectual ganha destaque na mídia
*Por Valentina Leite (PMA/VPPCB/Fiocruz)
O projeto, que leva o título "Pessoas com deficiência em territórios vulnerabilizados e abordagens interseccionais: diálogos e propostas para a efetivação do direito à saúde", é fomentado pelo Programa de Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde, da Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (PMA/VPPCB).
Dentre os produtos gerados, estão publicações acadêmicas (artigos, capítulos de livros), técnicas (resumos executivos), peças de comunicação (cartazes, vídeos, podcasts) e materiais acessíveis de educação em saúde (cartilhas, guias). Pela facilidade de acesso e compreensão do conteúdo, os materiais ganham destaque por onde passam, sejam escolas, universidades, serviços de saúde e até museus. Conheça alguns exemplos desses materiais.
A pesquisa tem parceria consolidada com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (SNDH/MDHC), resultado da articulação da pesquisa com a gestão pública e a confluência da agenda de atividades. Com o acordo de cooperação assinado em 2023 entre ENSP e SNDH/MDHC, as colaborações seguiram na promoção de direitos e combate ao capacitismo. Entre elas, a participação da coordenadora-geral do projeto, Laís Costa, na comitiva brasileira para eventos da ONU, em 2025 e 2026, sobre direitos da pessoa com deficiência.
Para contar mais sobre a pesquisa, Laís conversou com o PMA. Leia a entrevista, na íntegra.
Equipe PMA: De onde nasceu a ideia e com qual objetivo surgiu a pesquisa de vocês?
Laís Costa: O projeto nasceu principalmente de um incômodo, de não conseguirmos realizar a escuta de pessoas com deficiência intelectual em nossas pesquisas. Hoje, a ideia principal é avançar com a metodologia participativa inclusiva, que é aquela que, de fato, inclui pessoas com deficiência intelectual. Foi por isso que começamos a produzir um diálogo próximo com essas pessoas, para eliminar as barreiras de participação. Queremos mapear as lacunas na saúde e produzir soluções que favoreçam a qualificação do cuidado humanizado e respeitoso.
Equipe PMA: Quais são os principais desafios que a pesquisa enfrenta e como estão navegando por eles?
Laís Costa: Para avançar com uma pesquisa participativa inclusiva, precisamos nos apropriar dos condicionantes de participação de pessoas com deficiência intelectual e fortalecer o que chamamos de sistema de suporte. Não é apenas sobre traduzir um questionário de entrevista para a linguagem simples, pois é preciso entender o conjunto de barreiras cognitivas para a participação. É um processo bem mais longo, complexo, desafiador e rico do que imaginávamos.
Equipe PMA: Que resultados e benefícios você acredita que a pesquisa traz para a sociedade?
Laís Costa: Há beneficiários diretos desse projeto, mas é importante destacar o alcance desses benefícios para a sociedade como um todo. Há também o benefício de aprendizagem institucional, de toda a Fiocruz. O resultado final que buscamos é a qualificação do SUS, para produzir ambientes de ensino e de aprendizagem em saúde cada vez mais inclusivos, humanos e acolhedores.
Equipe PMA: Como o PMA contribui para fortalecer o trabalho que realizam?
Laís Costa: O PMA é um Programa de fomento com a cara da instituição. Ao nos colocar em Redes para trabalhar, o Programa produz sinergias e amplia o alcance e a capacidade de translação do conhecimento que é produzido pelos projetos de pesquisa. Trata-se de um Programa pioneiro: é o financiamento da pesquisa em saúde coletiva comprometida com a transformação do SUS.
Para conhecer mais sobre o PMA, visite a página do Programa no Portal Fiocruz.
*Crédito imagem: Radis
Fonte: Portal Fiocruz
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