ENSP lança série sobre sistemas de saúde na América Latina e expõe desafios estruturais do SUS
Por Danielle Monteiro
O primeiro, segundo e terceiro vídeos têm enfoque internacional na região da América Latina, abordando as características histórico-estruturais dos sistemas de saúde, as reformas, as relações público-privadas e os desafios pós-pandemia de Covid-19. Já o restante do material foca nos desafios do Sistema Único de Saúde, com ênfase na Atenção Primária à Saúde, no financiamento e na regionalização no Brasil e no estado do Rio de Janeiro.
Os resultados foram apresentados em linguagem acessível, com o objetivo de alcançar um público mais amplo para além dos especialistas, incluindo pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, gestores de políticas públicas, profissionais da área e demais interessados no tema.
As pesquisas incluem estudos comparativos entre o Brasil e outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia e México. “Apesar das diferenças entre seus sistemas de saúde, esses países apresentam desafios semelhantes em relação a problemas estruturais que precisam enfrentar para fortalecer seus sistemas públicos, como o financiamento insuficiente, o caráter das relações público-privadas em saúde, a dependência tecnológica, entre outros. Em alguns deles, a segmentação e fragmentação do sistema de saúde também é elevada. O enfrentamento desses desafios é fundamental para expandir o acesso, reduzir desigualdades e garantir o direito à saúde”, explica Cristiani Machado.
Além dos estudos internacionais comparativos, o grupo de pesquisa também busca explorar a diversidade político-territorial na implementação das políticas de saúde, assim como as desigualdades que se apresentam no sistema de saúde nos próprios países. “No caso do Brasil, por exemplo, a questão federativa é de grande importância, havendo diferenças entre estados e municípios que precisam ser exploradas. Nesse sentido, alguns resultados relativos a estudos realizados no estado do Rio de Janeiro são apresentados, tais como as repercussões das mudanças nas regras de alocação de recursos federais no modelo de atenção primária à saúde, as desigualdades regionais e os desafios da gestão do SUS em contextos metropolitanos”, afirma Luciana Dias.
As pesquisadoras destacam ainda que a realização de estudos em múltiplas escalas é fundamental para entender a complexidade das transformações no campo da saúde, suas repercussões e os desafios contemporâneos dos sistemas de saúde.
Os resultados da pesquisa também foram apresentados no seminário internacional 'Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia'. Realizado na ENSP no ano passado, o encontro abordou temas como os desafios dos sistemas de saúde latino-americanos, as relações público-privadas e o enfrentamento das desigualdades na região. A atividade reuniu convidados nacionais e internacionais, além de pesquisadores e estudantes envolvidos no projeto. Aberto ao público, o seminário contou com cerca de 80 participantes presenciais e mais de 200 na modalidade virtual. Os vídeos do evento somam centenas de visualizações.
Assista, abaixo, à série Sistemas de Saúde na América Latina e Desafios do SUS:
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