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Trabalhadoras e trabalhadores da ENSP serão premiados por ações de inclusão de pessoas com deficiência

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Publicado em:30/03/2026
Por Danielle Monteiro

Pessoas e iniciativas voltadas à inclusão e ao enfrentamento ao capacitismo serão reconhecidas no evento “Xô solidão!”, que acontece no dia 30 de março, das 9h às 12h30, na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), no Rio de Janeiro. Promovida pelo mandato da vereadora Luciana Novaes em parceria com a Presidência da Fiocruz, a atividade marca o Dia Internacional da Síndrome de Down com uma programação dedicada à valorização de trajetórias que promovem inclusão, autonomia e protagonismo das pessoas com deficiência.

O evento contará com três premiações e a entrega de doze moções honrosas a pessoas e iniciativas que se destacam na promoção da inclusão, sendo quatro delas destinadas a trabalhadoras e trabalhadores da ENSP, por suas contribuições à acessibilidade, à equidade e aos direitos das pessoas com deficiência.

A programação inclui ainda o lançamento das cartilhas “Quero trabalhar!” e “Trabalho com apoio”, produzidas pela ENSP/Fiocruz. Desenvolvidos em linguagem simples, os materiais ampliam o acesso à informação sobre trabalho, direitos e inclusão, fortalecendo práticas mais inclusivas entre pessoas com deficiência, famílias, profissionais e organizações.



Confira, abaixo, as trabalhadoras e trabalhadores da ENSP que serão premiados e receberão moção honrosa:

Reconhecida por seu trabalho anticapacitista na educação, com trajetória marcada pela defesa do interesse coletivo da pauta, Geórgia Bergantin receberá a medalha Pedro Ernesto. Mulher com síndrome de Down e docente da ENSP, Geórgia, que também é autodefensora da Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down, atua na produção de material educomunicacional para pessoas com deficiência intelectual. Já esteve presente na ONU, por duas vezes consecutivas, para falar sobre o trabalho que vem desenvolvendo na ENSP.

Mulher com deficiência visual, Ana Prado, que atua em formação anticapacitista na ENSP, será agraciada com a medalha Chiquinha Gonzaga. Militante da pauta, Ana é atuante na denúncia dos capacitismos cotidianos e desenvolve um trabalho reconhecido na sensibilização para a centralidade da educação inclusiva para uma sociedade ética e o respeito aos direitos de todas as pessoas. 

O diretor da ENSP, Marco Menezes, receberá moção honrosa pelo conjunto de iniciativas em prol da promoção da justiça social e pela instalação da Comissão Permanente de Diversidade e Equidade da Escola. “Sob a direção de Menezes, a ENSP tem se consolidado no desenvolvimento de ações para promover a inclusão e a acessibilidade, reduzir as desigualdades e fortalecer uma educação emancipadora. Por meio de diferentes iniciativas e políticas, a Escola ampliou o debate sobre desigualdades e fortaleceu as pautas essenciais para a promoção da equidade e o reconhecimento da diversidade”, destaca a organização do evento.

O projeto 'Video-série Ciclos de Vida', da ENSP, será premiado com uma moção de reconhecimento por sua contribuição para a produção de conhecimento e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção da saúde, dos direitos e da inclusão ao longo das diferentes etapas da vida. A iniciativa contribui para ampliar o entendimento sobre os desafios e as necessidades das pessoas em diferentes fases, apoiando a formulação de estratégias que promovam cuidado, dignidade e participação social.

A pesquisadora Laís Costa, da ENSP, receberá moção honrosa por sua atuação na elaboração de um conjunto de materiais educomunicacionais sobre saúde e direitos humanos das pessoas com deficiência, desenvolvido em parceria com a sociedade civil. Disponível no Repositório ARCA, em versões em português, espanhol e em literatura de cordel, o conteúdo alcança programas de pós-graduação, territórios de favela e eventos nacionais e internacionais. A iniciativa foi apresentada pela pesquisadora, no ano passado, em um evento das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos. Durante o evento ‘Xô solidão’, Laís anunciará o lançamento das cartilhas 'Quero trabalhar!' e 'Emprego com apoio', que abordam o direito ao trabalho de pessoas com deficiência intelectual e buscam desconstruir estigmas sobre a inclusão dessa população no mercado de trabalho.

Linguista e doutora em estudos da linguagem, Liana Paraguaçu, do Laboratório de Inovação em Gestão Pública (Pólen/ENSP), também receberá moção de honra pela acessibilidade em editais da ENSP. Ela atua na tradução de textos para a linguagem simples, colaborando para a acessibilidade comunicacional não somente na Escola, mas também em outras unidades da Fiocruz e em instituições como o Ministério da Saúde e da Igualdade Racial, e o Senado Federal. Seu trabalho foi reconhecido com o Prêmio de Inovação Pública em 2025, em razão de seu impacto, relevância e excelência.

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