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ENSP promove palestra sobre equidade, inclusão e diversidade em ‘Encontro dos trabalhadores’

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Publicado em:10/03/2026
Por Bruna Abinara 

“A promoção da equidade, inclusão e diversidade como estratégias para transformação social” foi o tema da palestra realizada no Encontro dos Trabalhadores da Vice-Direção de Desenvolvimento Institucional e Gestão (VDDIG) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). O objetivo foi fortalecer a cultura do respeito à diferença e promover a participação de pessoas diversas no ambiente de trabalho. A palestrante convidada foi a coordenadora de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa/Fiocruz), Hilda Gomes. 


Durante a apresentação, Hilda contextualizou que as medidas inclusivas e de promoção da diversidade começaram a ganhar maior força apenas a partir dos anos 2000, quando a autodeclaração se tornou obrigatória no vestibular. Segundo ela, a histórica falta de mobilização reflete a resistência da sociedade brasileira, que é “reconhecidamente racista, machista, homofóbica, capacitista, transfóbica e intolerante do ponto de vista religioso”.   

A palestrante explicou que o preconceito social sustenta a crença de que pessoas com deficiência seriam menos capazes e de que deveriam se adaptar à sociedade. No entanto, destacou que essas ideias são equivocadas. Como exemplo, apresentou a experiência da Cedipa, que conta com profissionais com diferentes perfis em sua equipe. Para ela, a adoção de medidas de acessibilidade é fundamental para garantir equidade e contribuir para a construção de uma agenda transformadora e inovadora. “Ter outras performances de corpo é benéfico para o trabalho. Com a presença desses profissionais, alteramos nossa política institucional e nossos fluxos de trabalho, promovendo mais acessibilidade para todos. Incluir não é só contratar, mas dar as mesmas condições”, afirmou. 

Ao abordar o cenário atual, Hilda também comentou a epidemia de feminicídio no país, que registra aumento nesse tipo de crime. Diante do argumento de que pessoas com deficiência constituiriam uma minoria, o que dispensaria novas ações de acessibilidade, a coordenadora destacou que essa população ultrapassa 12 milhões de pessoas no Brasil. Sobre a violência contra pessoas LGBTQIA+, lembrou que o país lidera o número de assassinatos de pessoas trans e travestis, o que resulta em uma expectativa de vida de cerca de 35 anos para essa população, uma média significativamente inferior à da população em geral. 

A palestrante também ressaltou a importância do letramento racial para desconstruir formas naturalizadas de agir e pensar, além de estimular novas práticas sociais e culturais. “Ação afirmativa é direito, não privilégio”, enfatizou. Como exemplo, citou o racismo que ainda permeia as relações sociais e impacta o acesso e a permanência de pessoas negras nas universidades, além de limitar sua ascensão a cargos de poder. 

Para a coordenadora, o enfrentamento da exclusão e do preconceito deve começar com o questionamento sobre quais ações concretas podem ser promovidas nos processos institucionais. O passo seguinte é refletir sobre como contribuir para a redução das desigualdades nas estratégias de promoção da saúde e na sociedade. Por fim, destacou a importância de transformar essas reflexões em ações significativas e duradouras. O aprendizado coletivo, a construção de uma ciência cidadã e inclusiva, a descoberta de potencialidades e experiências, bem como novas articulações institucionais, estão entre os resultados desse processo. 

Na parte da tarde, o encontro contou com uma apresentação sobre os Serviços da VDDIG, com destaque para os projetos concluídos no âmbito dos Serviços de Compras, Gestão de Materiais, Gestão de Tecnologia da Informação e Biossegurança, promovendo um momento de balanço e compartilhamento de resultados. 

+ Confira os registros a seguir:




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