ENSP/Fiocruz recebe alunas em imersão do Programa Mulheres e Meninas na Ciência
Por Bruna Abinara
Em 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data busca promover a igualdade de gênero, aumentar a visibilidade das mulheres pesquisadoras e incentivar jovens a seguirem carreiras científicas.
Nesse contexto, a Fiocruz realizou, entre 9 e 11 de fevereiro, a Imersão no Verão do Programa Mulheres e Meninas na Ciência. O projeto é vinculado à Coordenação de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Informação, Educação e Comunicação (CDC/VPEIC) da Fiocruz.
Como parte da programação do evento, a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) recebeu, nesta terça-feira, dia 10, alunas do ensino médio da rede pública do Rio de Janeiro para participar de atividades com pesquisadoras e grupos de estudo da instituição. A iniciativa foi coordenada pela Vice-Direção de Pesquisa e Inovação (VDPI/ENSP).
O dia começou com um café da manhã de boas-vindas, com a participação do diretor da Escola, Marco Menezes, da vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Andréa Sobral, e das pesquisadoras participantes do projeto. A pesquisadora Cecília Minayo foi a convidada especial do encontro. Em seguida, as estudantes foram divididas em grupos e, ao longo do dia, puderam visitar departamentos, laboratórios e centros da Escola, participar de rodas de conversa e conhecer trajetórias inspiradoras de mulheres na ciência.
Na abertura do evento, Marco Menezes acolheu as estudantes com alegria e ressaltou a importância da pauta para a Escola: “Estar aqui com vocês nos fortalece como instituição. A ENSP/Fiocruz é uma casa da ciência, que faz parte da luta por direitos e da conquista do SUS, a maior política pública inclusiva do mundo. Espero que essa vivência possa despertar em vocês o debate sobre o que é ser sanitarista, cientista, especialmente em um cenário tão desafiador quanto o atual.”
Frente às desigualdades que impactam territórios e grupos, o diretor afirmou que “fazer ciência é também enfrentar desigualdades, como o racismo estrutural, o capacitismo e as violências contra as mulheres”, e citou a Campanha Feminicídio Zero, da qual a ENSP participa. Menezes agradeceu às pesquisadoras e trabalhadoras envolvidas na organização do evento e desejou sucesso às alunas: “Espero que possamos nos encontrar novamente, seja por aqui, nos espaços de ciência, ou nos lugares de poder deste país, porque a mulher pode estar onde quiser.”
“Estamos muito felizes em receber as meninas aqui. A ENSP está de portas abertas para falar sobre o que a ciência faz. Ter essa iniciativa, para nós, é como plantar uma sementinha para uma ciência mais inclusiva, criativa, que valorize a Saúde Pública e a população”, afirmou a vice-diretora de Pesquisa e Inovação no acolhimento às estudantes. Segundo Andréa Sobral, a imersão traz um significado importante: o reconhecimento das meninas enquanto mulheres e o quanto elas podem e devem contribuir para a ciência. “A nossa ideia é valorizar a ciência e a mulher, que tem muito a oferecer à sociedade brasileira”, declarou.
Para o primeiro diálogo do dia, a pesquisadora Cecília Minayo (Claves/ENSP) contou às alunas que, desde criança, sempre buscou mais conhecimento. Para ela, a leitura é fundamental para quem deseja trabalhar com pesquisa, pois esse hábito leva a novas ideias e questionamentos. A socióloga compartilhou um pouco de sua trajetória profissional e comentou os desafios enfrentados ao longo do caminho. Sobre os anos de trabalho na ENSP/Fiocruz, destacou o sentimento de pertencimento: “Quando eu cheguei, foi como se tivesse encontrado o meu lugar. Sempre tive vontade de ser cientista e trabalhar com questões sociais, mas precisava do ambiente certo para isso. Para mim, a Fiocruz foi este lugar, que junta ciência e consciência social.”
Em grupos, as participantes seguiram para atividades nos diversos espaços da Escola. Elas puderam visitar laboratórios e aprender mais sobre o cotidiano da instituição e os trabalhos desenvolvidos pelas pesquisadoras em diferentes áreas, como divulgação científica, violências e direitos das mulheres, saúde da trabalhadora, gestão e inovação em ciência, saneamento e saúde, desigualdades sociais, migração e assistência farmacêutica.
+ Confira algumas fotos do dia de atividades
Meninas e Mulheres na Ciência



