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ENSP e Fiocruz participam da World Health Summit 2025, em Berlim

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Publicado em:26/01/2026
Por Thathiana Gurgel

Evento reuniu instituições líderes em saúde global

Pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) integraram a delegação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) presente na edição anual da Cúpula Mundial da Saúde (World Health Summit – WHS) 2025, realizada de 12 a 14 de outubro, em Berlim, na Alemanha, com o tema “Assumindo a Responsabilidade pela Saúde em um Mundo em Fragmentação”. Reconhecido como um dos principais fóruns internacionais sobre saúde global, o evento reuniu mais de 4 mil participantes presenciais e cerca de 40 mil virtuais, distribuídos em mais de 70 sessões, com a participação de mais de 400 palestrantes de governos, organismos multilaterais, universidades e da sociedade civil. No início de 2025, a ENSP passou a integrar a Aliança Acadêmica (WHS Academic Alliance), rede científica da WHS que reúne instituições acadêmicas líderes de todos os continentes



Representando a ENSP, o vice-diretor da Escola de Governo em Saúde, Eduardo Melo, participou, no dia 11 de outubro, da Assembleia Aliança Acadêmica da Saúde Mundial, na qual foram debatidas diretrizes da rede, além dos próximos Encontros Regionais e de Especialistas. Também foram discutidas estratégias para fortalecer o papel da aliança na busca de soluções para as atuais crises globais de saúde, a partir da colaboração internacional.


Além de Melo, integraram a delegação da Fiocruz a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da ENSP, Andreia Sobral; a pesquisadora da ENSP Adeline Maria Mendes Pereira; e a vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, que foi uma das palestrantes da sessão O Mundo Unido: Impulsionando a Responsabilidade Coletiva e a Ação em Emergências de Saúde, organizada pelo Programa de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“A presença da ENSP e da Fiocruz na WHS 2025 reforça o papel da ciência brasileira na construção de respostas globais para temas relevantes como atenção primária, doenças crônicas, saúde digital e preparação para emergências sanitárias. É muito importante participar de um evento como esse, que reúne representantes de diversos países e atores-chave do campo acadêmico, político, institucional e social. Essa é uma oportunidade que permite o compartilhamento de experiências, a ampliação de articulações, a promoção de interações bilaterais, a atualização sobre agendas emergentes e a participação em dinâmicas inovadoras que estimulam debates interativos com especialistas de referência”, destacou Eduardo Melo.

Na Assembleia Geral da WHS Aliança Acadêmica, foi aprovada a programação de Expert Meetings (reuniões de especialistas) em 2026, com foco nos temas Clima e Saúde e Saúde bucal. Há a possibilidade da realização de um encontro regional da WHS no Brasil em 2028, o que amplia a visibilidade da América Latina na agenda da saúde global. Além disso, grupos de trabalho temáticos estão em fase de concepção e início, incluindo dois voltados à saúde global e à diplomacia da saúde, abrindo a possibilidade de participação mais ativa da ENSP, seja por meio da integração a esses grupos, seja pela proposição e liderança de novas iniciativas. 

Para a Vice-diretora de Pesquisa e Inovação da ENSP, Andréa Sobral, a WHS consolida-se como um espaço estratégico de convergência, onde diferentes setores e geografias se encontram; desde as experiências europeias em governança colaborativa até as respostas adaptativas construídas em contextos africanos e latino-americanos.

“Essa pluralidade permite o intercâmbio de soluções que não apenas dialogam com evidências globais, mas também se moldam às realidades locais, promovendo uma abordagem mais justa e contextualizada aos desafios sanitários contemporâneos. Nesse ambiente, a ENSP encontra um terreno fértil para exercer uma influência significativa e propositiva. Com uma trajetória reconhecida em pesquisa aplicada, formação crítica e atuação em redes internacionais, a Escola possui não apenas autoridade técnica, mas também uma legitimidade política construída no diálogo entre Sul e Norte globais”, declarou Andréa. 

Ela ainda reforçou a capacidade da ENSP de traduzir debates globais em ações territorializadas, com ênfase na equidade, na participação social e no direito à saúde, podendo colaborar para que as soluções apresentadas na WHS se traduzam em práticas mais humanizadas, resilientes e orientadas pela justiça sanitária: “Ao compartilhar a expertise nacional em atenção primária, a Escola não só fortalece a APS como uma agenda comum global, mas também atrai novas parcerias e fontes de financiamento para projetos inovadores dentro do SUS. Essa inserção qualificada amplifica a influência brasileira na formulação de políticas internacionais críticas, como a regulamentação ética da inteligência artificial, a mobilização de financiamento climático vinculado à saúde e a construção de marcos robustos de preparação para futuras pandemias”, concluiu a pesquisadora. 

Histórico

Após passar por um processo de admissão no decorrer de 2024, a ENSP ingressou formalmente na Aliança Acadêmica da WHS (WHS Academic Alliance) no início de 2025, e é, atualmente, a única instituição da América Latina a integrar a rede, que reúne cerca de 30 universidades e centros de pesquisa de todo o mundo. Em abril de 2025, a ENSP esteve presente no encontro regional da WHS, ocorrido em Nova Délhi, Índia. 

A Aliança Acadêmica da WHS foi criada pela Charité – Universitätsmedizin Berlin, e é considerada o eixo científico da Cúpula Mundial da Saúde. Tem como missão promover soluções baseadas na ciência para os desafios globais de saúde.

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