ENSP media debate sobre trabalho doméstico, gênero e raça a partir de experiências de brasileiras na França
Nos dias 6 e 7 de dezembro, será realizado, das 16h às 17h30, no Teatro Futuros - Arte e Tecnologia, no Flamengo, Rio de Janeiro, um debate sobre trabalho doméstico, gênero e raça através da experiência de mulheres brasileiras na França, com a presença da equipe da peça 'Ressonâncias - Revoltas Silenciosas' e da historiadora e pesquisadora Taina da Silva Santos, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Afro Cebrap). A atividade será mediada pelo pesquisador Marcos Azevedo, da ENSP. O espetáculo começará logo em seguida, às 19h.
Sobre o espetáculo Ressonâncias – Revoltas Silenciosas
O espetáculo 'Ressonâncias – Revoltas Silenciosas', criação do músico, ator e diretor Yure Romão, chega ao Brasil após estrear em Paris e circular por palcos do Caribe e da França. Inspirado em histórias reais de trabalhadoras domésticas brasileiras levadas à França por diplomatas nos anos 2000, a obra propõe uma imersão sensorial e política sobre o trabalho doméstico, as migrações contemporâneas e a resistência silenciosa dessas mulheres. A temporada brasileira contará com apresentações em Salvador e no Rio de Janeiro, integrando a programação oficial do Ano da França no Brasil 2025, uma realização do Instituto Francês, e reconhecida pela Fundação Internacional para a Memória da Escravidão (FME). No Rio, o espetáculo ocupará o Teatro Futuros - Arte e Tecnologia, de 4 a 7 dedezembro, sempre às 19h.
Inspirado nos bailes caribenhos dos anos 1970 e na música afro-brasileira, o espetáculo costura memórias e canções em português, francês e crioulo das Antilhas, traçando pontes poéticas entre o Brasil, o Caribe e a França. Em cena, uma contadora de histórias conduz o público entre relatos e canções, criando uma experiência polifônica que convida a cantar, dançar e refletir sobre as heranças coloniais que ainda moldam o presente. “Ressonâncias é uma travessia entre territórios, línguas e memórias. É uma escuta e amplificação das vozes que ecoam nos corpos e nas histórias dessas mulheres. Suas revoltas são silenciosas, mas profundamente transformadoras”, afirma Yure Romão, coautor e diretor do espetáculo.
“Escrever e interpretar Ressonâncias é deslocar o olhar da dor para os caminhos que inventamos para suportar — e para nos darmos suporte — em comunidade. É celebrar as vitórias que tentam nomear como pequenas, mas que, em nós, são expansões, são monumentos”, afirma Ana Laura Nascimento, coautora e contadora de histórias.
Com texto e performances de Yure Romão, Ana Laura Nascimento, Estelle Coppolani, Talita Felício, Kayode Encarnação e tradução do LAPOFRAN (Laboratório de poéticas contemporâneas de língua francesa da UFRJ), “Ressonâncias” foi concebido em diálogo com o livro Cartas a uma Negra (1978), da escritora martinicana Françoise Ega, e nasce do encontro entre artistas e mulheres brasileiras migrantes que confiaram suas histórias pessoais à arte como forma de memória e justiça simbólica.
Após turnês no Théâtre National de la Martinique, Artchipel – Théâtre National de la Guadeloupe, Le Manège – Théâtre National de Maubeuge e 3BisF Centre d’Arts Contemporains, a obra chega ao Brasil em uma coprodução entre a companhia franco-brasileira Cia Gondwana, Arts et Musiques (França) e D23 Produções (Brasil).
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