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Farmacêuticas da ENSP/Fiocruz desenvolvem cartilha sobre o uso seguro de plantas medicinais e fitoterápicos

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Publicado em:17/11/2025

*Por Isabelle Ferreira


As farmacêuticas desenvolveram a cartilha “Plantas Medicinais e Fitoterápicos: como usar com segurança”. O material reúne informações que vão desde orientações sobre o preparo e uso dessas substâncias naturais até dicas de segurança para o cuidado com a saúde.

"Plantas Medicinais e Fitoterápicos: como usar com segurança", é a cartilha produzida pelas farmacêuticas e tecnologistas em Saúde Pública Simone Cristina Rodrigues de Carvalho Caetano e Rita Torres Sobral, do Departamento de Política de Medicamentos e Assistência Farmacêutica (NAF) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Elaborada como produto final do penúltimo edital do Programa de Aceleração de Inovação em Design e Linguagem Simples, do Laboratório de Inovação em Gestão Pública (Pólen/ENSP), a cartilha tem como finalidade orientar o uso seguro e responsável de plantas medicinais e fitoterápicos pela população.

Sobre a cartilha ‘Plantas Medicinais e Fitoterápicos: como usar com segurança’

De acordo com o material, plantas medicinais são aquelas cujas substâncias podem auxiliar no tratamento ou prevenção de doenças – como boldo, gengibre, hortelã e camomila. Já os fitoterápicos são medicamentos produzidos a partir dessas plantas, disponíveis em formas como cápsulas, xaropes ou pomadas, fabricados por indústrias farmacêuticas e farmácias de manipulação.

A cartilha também desmistifica crenças comuns, como a ideia de que os fitoterápicos não têm contraindicações. Na verdade, eles podem causar efeitos adversos ou interferir na ação de outros medicamentos. O mesmo vale para o uso inadequado de certas plantas, que pode agravar problemas de saúde. Por isso, o material recomenda sempre consultar profissionais de saúde — médicos, enfermeiros ou farmacêuticos — antes do uso.

O manual aborda ainda o preparo de chás medicinais, destacando a importância de fazê-los no momento do consumo. O líquido deve ser armazenado na geladeira por no máximo oito horas, e o consumo posterior não é recomendado.

+Leia a cartilha completa em formato ‘flipbook’

Ao longo das páginas, o leitor encontra orientações sobre como identificar, preparar e utilizar as plantas medicinais corretamente — com informações sobre tipos de plantas, partes utilizadas (folha, flor, fruto, casca ou raiz) e proporções adequadas de água para o preparo. No caso dos fitoterápicos, o texto reforça a necessidade de atenção à data de validade e às condições de armazenamento, mantendo o produto longe da luz, calor e umidade. 

As profissionais ressaltam que tanto as plantas medicinais quanto os fitoterápicos podem ser boas opções no cuidado com a saúde, desde que utilizados de forma segura e com orientação profissional. O material indica buscar apoio nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), os chamados postos de saúde. 


Saberes tradicionais e segurança em saúde 

Segundo Simone Caetano e Rita Sobral, a cartilha foi desenvolvida com o objetivo de orientar a população sobre o uso seguro de plantas medicinais e fitoterápicos. “O material apresenta, de forma clara e acessível, as diferenças entre plantas medicinais e fitoterápicos; os cuidados necessários ao utilizá-los; mitos e verdades sobre seu consumo, além de instruções sobre preparo e armazenamento”, destacaram. 


Elas explicam que o manual foi pensado para contribuir com a educação em saúde de usuários da Atenção Primária à Saúde (APS/SUS). Elas também ressaltam o uso da Linguagem Simples, diferencial da publicação. “Este material incorpora o olhar da segurança para valorizar saberes tradicionais que atravessam gerações, compartilhando conhecimento de forma responsável e fortalecendo o cuidado com a saúde”, afirmaram. 

Por fim, a cartilha reforça a mensagem de que “nem tudo que é de origem natural é seguro”. Entre as páginas 24 e 26, há um espaço reservado para que o leitor registre dúvidas e perguntas destinadas aos profissionais de saúde. O design desta seção remete a uma folha de caderno, o que torna o material funcional também para anotações após a leitura.

*Estagiária sob supervisão da equipe de jornalismo do Informe ENSP.

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