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5°CNSTT: Cesteh terá residente como delegado e suplente na atividade

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Publicado em:11/07/2025

Por Thamiris Carvalho*


Além do residente do Cesteh, a conferência realizada pela Fiocruz elegeu mais cinco delegados, além de ser integrada a Etapa Nacional  


A 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT) oficializou a integração das conferências livres à etapa nacional e confirmou a participação dos delegados eleitos em diversas regiões do país. Entre os dias 18 e 21 de agosto, em Brasília, esses representantes terão papel ativo nas discussões e deliberações do evento. Um dos delegados é residente do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP/Fiocruz), eleito em plenária realizada no Rio de Janeiro. O Cesteh também estará representado pelas residentes Yasmin Sousa e Jéssica Cristina de Carvalho, que participaram das conferências estaduais promovidas no Rio de Janeiro.

Jose Eliel de Lima Junior, residente de nutrição do Cesteh, foi eleito na Plenária Ampliada, etapa de âmbito estadual que antecedeu a 5ª Conferência Estadual da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CESTT) do Rio de Janeiro para representar os profissionais de saúde. Essa será a primeira vez que ele exercerá o papel de delegado em uma conferência de âmbito nacional, e mesmo sendo estreante, Eliel se sente preparado para cumprir tal missão. “Eu já estava participando de oficinas preparatórias que a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) estadual estava organizando. Fomos convidados para essas oficinas pela pesquisadora do Cesteh, Lise Barros, e essas oficinas foram de total importância para eu conseguir chegar mais preparado e aprovar propostas que contribuíssem com ações para a melhoria das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores”, salientou ele pontuando que a preparação foi importante tanto para plenária e será vital para a 5°CNSTT.

O residente de nutrição reconhece a importância de representar esses trabalhadores contribuindo para a elaboração de políticas públicas que direcionam as ações de governo. “Acho importante aprovar propostas que reforcem uma articulação maior entre o Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério Público do Trabalho, de modo a garantir uma maior fiscalização e estabelecer estratégias que contribuam para melhores condições de trabalho e de saúde para nossos trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, é fundamental fortalecer a luta pelo fim da escala 6x1, assim como incluir as novas formas de trabalho - pejotizados, uberizados e plataformizados - no centro das propostas, de modo a garantir saúde e direitos para esses trabalhadores”, pontuou ele, reforçando também “ser de suma importância lutar por concursos públicos”.



O fim da escala 6x1 é um ponto em comum de todos os representantes que também atuam no Cesteh. A residente de psicologia do Centro, Yasmin Souza Costa, não estará como delegada na Etapa Nacional, mas representou o Cesteh com tal função na Conferência Regional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Norte Fluminense e na Conferência regional e estadual do Rio de Janeiro (5ª CESTT-RJ). Nas atividades, a residente levou para a discussão a luta pelo fim da escala que vem atormentando a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, além da criação de pontos de apoio para trabalhadores informais, a obrigatoriedade do preenchimento do campo "ocupação" nos sistemas de prontuário físico e eletrônico das unidades de saúde e a qualificação da notificação de acidentes de trabalho com trabalhadores de plataformas digitais. “São pautas prioritárias para a vigilância em Saúde do Trabalhador. A partir da aprovação dessas propostas, espero que o Sistema Único de Saúde (SUS) consiga identificar e dimensionar as condições de saúde e trabalho da população para estabelecer as prioridades de ações de proteção à saúde dos trabalhadores”, pontuou.  

Assim como Eliel, a residente Yasmin também esteve nas atividades de preparação para as conferências, participando de oficinas descentralizadas relacionadas à saúde do trabalhador em formato de rodas de conversas nas regiões de CEREST, organizadas pela Comissão Estadual em Saúde do Trabalhador (CISTT), do Rio de Janeiro. “Acompanhar esse processo desde o início foi uma experiência muito rica pela aproximação com os espaços de participação social no SUS e pela oportunidade de contribuir com propostas que poderão reformular a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e as ações desse campo”, disse ela. 



Além da delegada na regional e estadual e o delegado para a etapa nacional, a residente Jessica Cristina de Carvalho foi eleita como suplente para a CNSTT. A residente atuou como delegada na Conferência Estadual do Rio de Janeiro, e apesar do nervosismo com a novidade, aprendeu muito com a experiência. “No início estava um pouco insegura por se tratar de uma nova responsabilidade que eu não tinha experiência, mas no decorrer da conferência eu fui entendendo a importância de estar ali e de representar o espaço enquanto Residente em Saúde do Trabalhador”, pontuou. E toda essa experiência despertou o interesse de Jéssica em se candidatar para delegada na etapa nacional. “Na verdade, eu não pensava em me candidatar, mas com o decorrer da conferência, como eu disse anteriormente, eu reconheci a importância de estar ali, me senti pronta e acabei me candidatando, tendo a surpresa em ser eleita nesse momento, mesmo como suplente”, conclui. 



Precarização do Trabalho e Direitos Humanos

Uma das conferências livres já integradas à etapa nacional da 5ª CNSTT foi realizada pela Fiocruz — Cesteh, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST), Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) — junto ao Movimento Unidos dos Camelôs (MUCA), Associação de Cuidadores do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), entre outros movimentos.

Intitulada “Precarização do Trabalho e Direitos Humanos: como garantir o direito à saúde das trabalhadoras e trabalhadores informais e precarizados”, a conferência reuniu camelôs, entregadores, cuidadores e outros profissionais em situação de informalidade.

Na ocasião, seis trabalhadores informais foram eleitos como delegados para a etapa nacional. A decisão de indicar apenas representantes informais foi tomada em comum acordo, com o objetivo de dar voz às suas categorias em Brasília.

Conheça os trabalhadores informais que serão representantes em Brasília:

Maria dos Camelôs Camelô, mãe, feminista e coordenadora do Movimento Único dos Camelôs, fundado em 2003 durante um contexto de repressão. Maria é referência na luta pelos direitos dos trabalhadores de rua e segue firme nessa militância.

Roberto Machado das Neves – União Motoboy Bike Tem 59 anos e lidera a UMB (União Motoboy Bike). Atua pela correta classificação dos acidentes de trabalho envolvendo entregadores e busca mudar a realidade da categoria. Seu engajamento se fortaleceu com apoio de pesquisadores da Fiocruz.

Carol Alves Mulher negra, trabalhadora informal e ativista. Atua na linha de frente pela valorização das mulheres negras, faveladas e mães da periferia. Coordena o Coletivo Elas por Elas Providência, o Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos e o projeto Diamantes da Favela.

Robson José de Souza – Sintrafrio Atua na diretoria do Sintrafrio há 25 anos, lutando pela saúde do trabalhador. É responsável pela formação dos trabalhadores da categoria que representa em Brasília.

Suplentes Eleitas:

Simone Francisco – Movimento das Comunidades Populares (MCP)

Thais Aparecida – Movimento Elas por Elas



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