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Ato em frente à Alerj cobra direito ao acesso universal à água

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Publicado em:31/03/2025
Por Joyce Enzler

Movimentos sociais no ato em defesa da água. Foto: Joyce Enzler

Na quinta, 19/3, pesquisadoras e alunas da Fiocruz participaram do ato contra a abertura de capital da Cedae, pela defesa da água pública, pelo fortalecimento da Frente Parlamentar em Defesa da Cedae Pública e pela manutenção da Tarifa Social. O evento aconteceu em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio de Janeiro, das 14h às 17h, e contou também com a participação de parlamentares,  sindicatos,  lideranças comunitárias e organizações da sociedade civil, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio),  a Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde e o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama). 

Na ocasião, a pesquisadora Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental (DSSA/Ensp/Fiocruz) e integrante da Rede de Vigilância Popular em Saneamento e Saúde, Adriana Sotero, lembrou que o Brasil é signatário da Resolução 64/292 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2010, que reconhece o direito à água potável e ao saneamento como direitos humanos. “Defender a água potável é defender a saúde da população, por isso precisamos defender a água pública”, assegurou.  

Adriana Sotero da Ensp/Fiocruz, no ato em defesa da água. Foto: Fabiana Tavares

Segundo o coordenador do MAB, Roberto Oliveira, a privatização da Cedae piorou os serviços de água e esgoto e a condição de vida da população trabalhadora do Rio de Janeiro, especialmente nas periferias.  Em 2024, foram registrados pelo menos15 rompimentos de adutoras na capital e Baixada, com duas mortes: uma idosa de 79 anos, em Rocha Miranda, e uma jovem de 18 anos, em Belford Roxo.  “Diversas organizações que compõem a Rede de Vigilância Popular no Rio, debatem o tema da água, do saneamento e da saúde. Não podemos deixar o capital privado tirar a água do povo do Rio, por isso convocamos as entidades e toda a população para construirmos uma grande plenária de luta em defesa da água potável e do saneamento ambiental”, conclamou.  

Roberto Oliveira do MAB, no ato em defesa da água. Foto: João Roberto Lopes

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), destacou a relevância do calendário de lutas de março: “Março das Mulheres,  março da Eliminação da Discriminação Racial, março de Marielle e março das jornadas da água. Dia 22 de março é o dia reconhecido como o Dia Mundial da Água. Na Alerj, conseguimos aprovar o projeto que transformou essa data no Dia Estadual pela Promoção da Segurança Hídrica e do Direito Humano à Água e ao Saneamento”, anunciou. Para Monteiro, é importante que 22/3 seja um dia de reflexão sobre o racismo ambiental, sobre como a água e o saneamento têm sido direitos sistematicamente negados ao campo, às favelas e às periferias. 

Deputada Dani Monteiro, no ato em defesa da água. Foto: Reprodução Instagram

Os sindicalistas trataram sobre os riscos da abertura de capital da empresa CEDAE, que hoje está responsável pela distribuição de água, João Ricardo do SINTSAMA alertou, “se as empresas privadas não estão dando conta da distribuição, quem dirá da produção! ”.


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