Insegurança alimentar e hídrica, mobilidade sustentável e tuberculose são destaques em CSP
Por Clara Rosa Guimarães, jornalista de CSP
O Editorial de fevereiro em CSP apresenta os principais debates do 5º Congresso Brasileiro de Política, Planejamento e Gestão em Saúde, promovido pela Abrasco. O evento destacou como a conjuntura político-institucional, as desigualdades estruturais e as crises ambientais impactam a saúde e demandam abordagens interseccionais e transdisciplinares.
Tendo em vista os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Perspectivas aborda a experiência da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) como forma válida e confiável para avaliar a insegurança hídrica no país à luz dos ODS. Os autores destacam que a validação de uma EBIA pode ajudar a compreender melhor essa relação e fortalecer políticas públicas, sendo essencial para aprimorar políticas públicas e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
No Brasil, a mobilidade ativa ainda enfrenta desafios, como falta de infraestrutura, insegurança e desigualdade no acesso. Analisando tendências e metodologias de pesquisa, este Ensaio destaca a importância de políticas públicas que incentivem a mobilidade sustentável. Separar os dados de caminhada e uso da bicicleta pode aprimorar diagnósticos e ações, porém análises de tendência mostram uma queda nesse tipo de atividade física entre adultos que vivem nas capitais brasileiras.
O estudo Modificadores de efeito da associação temperatura-mortalidade da população total e idosa das regiões metropolitanas do Brasil analisa como fatores geográficos, urbanos e socioeconômicos influenciam essa relação em 42 regiões metropolitanas. Os resultados apontam que o frio tem maior impacto do que o calor na mortalidade não acidental, especialmente entre idosos e nas regiões Sul e Sudeste. Além disso, latitude, amplitude da temperatura média, renda e educação foram identificados como modificadores desse efeito.
Divulgado pela Agência Bori, parceira jornalística de CSP, artigo investiga a tendência de notificações de tuberculose na cidade do Rio de Janeiro entre 2014 e 2022. A pesquisa identificou que, após uma fase de crescimento nos registros até 2017, houve estabilização e, posteriormente, aumento na detecção de casos a partir de 2020. A queda nas visitas domiciliares e na cobertura da atenção primária coincidiu com mudanças na política pública de saúde, impactando negativamente as notificações.
+ Leia esses e outros artigos aqui.
Cadernos de Saúde Pública