ENSP 68 anos: Margareth Dalcolmo dá o tom da emoção na formatura da pós-graduação
Uma celebração marcada pela alegria do encontro presencial. Assim foram as cerimônias de formatura dos alunos da pós-graduação da ENSP, realizadas no dia 9 de setembro, no âmbito das comemorações dos 68 anos da Escola.
Pela manhã, foi a vez dos alunos de pós-graduação stricto sensu. Na abertura da cerimônia, o diretor Marco Menezes ressaltou a resiliência dos novos mestres e doutores, que tiveram seus projetos de pesquisa atravessados pelas dificuldades da pandemia de covid-19, com aulas remotas e muita apreensão quanto ao futuro.
Margareth Dalcolmo, patronesse das turmas, falou da emoção de estar de volta à escola e das muitas mudanças vividas desde o início da pandemia, quando a médica pneumologista se tornou uma das principais porta-vozes das informações científicas e recomendações seguras na mídia, em meio à muita desinformação e fake news. “Descobrimos talentos novos de todos nós… há menos de três anos eu não sabia o que era a força das redes”, comentou a pesquisadora da ENSP, que relembrou os primeiros convites para entrevistas e lives sobre o tema em março de 2020, quando eram contabilizados os primeiros casos da doença no país.
A médica, eleita para a Academia Nacional de Medicina, será a quinta mulher a ocupar uma das cadeiras da instituição. Ela, que foi intitulada também uma das Mulheres de Sucesso do ano de 2021 pela revista Forbes, falou em seu discurso das muitas dificuldades, sofrimentos e também dos esforços incansáveis dos profissionais de saúde da linha de frente no enfrentamento à pandemia. “Perdemos pessoas queridas, muitos colegas profissionais de saúde, e assistimos a um paradoxo que mudou as nossas vidas. De um lado, a retórica oficial, de outro a verdade científica. Vendo o que acontecia dentro e fora dos hospitais, a gente soube que era absolutamente fundamental que nós déssemos as ´más notícias`, mas que disséssemos a verdade”, afirmou, que reiterou a importância do SUS nesse enfrentamento e das instituições públicas de pesquisa na área da Saúde. “Se hoje nós temos vacinas para a população brasileira, isso se deve a duas instituições públicas: o [Instituto] Butantan e a Fiocruz. Ao final da solenidade, Margareth foi convidada a fazer fotos com muitos formandos e familiares.
Lato Sensu
“Ter alunos pelos corredores e nas salas da ENSP é ter a vida de volta”, afirmou Enirtes Caetano, vice-diretora de Ensino da Escola, durante a cerimônia de formatura dos alunos dos cursos lato sensu, à tarde. Ela falou sobre as muitas adaptações que foram necessárias para que os cursos fossem bem-sucedidos no formato remoto e da felicidade de pode conviver novamente com alunos, professores e funcionários. O clima de grande reencontro se repetiu. Foram 16 turmas concluindo as especializações e mais de quatrocentos nomes na lista de formandos. Nem todos puderam comparecer, uma vez que muitos fizeram seus cursos enquanto trabalhavam e também enfrentaram os percalços de todo o período de distanciamento social, fato que foi lembrado por paraninfos e homenageados dos alunos durante a solenidade.
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