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Artigos de pesquisadoras do Cesteh servem de referência para documento da OMS e OIT

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Publicado em:08/11/2021
A Organização Mundial da Saúde (OMS) junto com a Organização Mundial do Trabalho (OIT) divulgaram um relatório de monitoramento global, intitulado Estimativas Conjuntas da OMS/OIT da Carga Relacionada ao Trabalho de doença e lesão – 2000/2016. O documento tem como objetivo contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) e com a Agenda 2030, que visa o desenvolvimento e melhorias da coerência das políticas públicas. 

Para contribuir, a OMS e OIT desenvolveram uma metodologia de estimativa conjunta sobre a carga de doença relacionada ao trabalho. O documento relata que a exposição aos fatores de risco ocupacional e a perda atribuível à saúde deve ser reduzida ou mesmo eliminada; isso requer o monitoramento e tais exposições e perdas de saúde, a nível nacional, regional e global.

O documento apresenta as informações num “formato amigável para informar tomadores de decisão, formuladores de políticas e profissionais dentro e além, da saúde ocupacional e dos trabalhadores e segurança, no local de trabalho” em todos os níveis. 
Dividido em cinco etapas a análise fornece um resumo dos pares de fator de risco ocupacional, descreve os métodos utilizados para a produção da estimativa conjunta, traz o detalhamento do relatório técnico, as estimativas conjuntas da OMS / OIT para 41 pares de fator de risco ocupacional e resultado de saúde e os pontos fortes e limitações dessas estimativas. 

Para elaborar o documento, as organizações usaram como referência diversos documentos produzidos por pesquisadores de instituições espalhadas pelo mundo. Três desses documentos utilizados foram produzidos pela pesquisadora do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) Liliane Teixeira, Marcia Soalheiro e a participação de diversos outros pesquisadores da Fiocruz.

A pesquisadora Liliane foi convidada para coordenar e desenvolver as revisões sistemáticas relacionadas ao ruído ocupacional. O grupo de Liliane apresentou, no trabalho, estratégias de buscas metodológicas sobre evidências de que a exposição ao ruído ocupacional pudesse causar doenças cardiovasculares, estudando a prevalência e efeito, o que gerou a produção de dois artigos.

A pesquisadora explicou como foi feito o processo. “Uma etapa importante da revisão sistemática é a avaliação do risco de viés (RoB) de cada estudo que foi selecionado para fazer parte da revisão sistemática. Como na área de saúde do trabalhador não há esse tipo de instrumento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) junto com alguns pesquisadores das diversas revisões sistemáticas em andamento, desenvolveram uma ferramenta para avaliação de “Risco de Viés em Estudos de Prevalência de Exposição a Fatores de Risco Ocupacional” (RoB-SPEO). O primeiro artigo traz os resultados e as limitações do teste piloto e o segundo artigo traz a última versão do instrumento RoB-SPEO, assim como, os testes de confiabilidade e a experiência do usuário deste novo instrumento”.



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