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Dia do Arqueólogo: Pesquisadora da ENSP celebra bioarqueólogos e suas contribuições para as Ciências Humanas e da Saúde

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Publicado em:26/07/2021
No dia em que se comemora o Dia do Arqueólogo, 26 de julho, a pesquisadora do Departamento de Endemias da ENSP, Sheila Mendonça de Souza, lembra os bioarqueólogos da instituição, e suas muitas contribuições para as Ciências Humanas e da Saúde. A pesquisadora destaca que compartilhando informações, transferindo conhecimentos e estimulando o prosseguimento dos trabalhos entre parceiros diversos, o grupo de bioarqueólogos Escola tem atuado de modo consistente com as políticas institucionais.

Confira, abaixo, o texto escrito pela pesquisadora em alusão à data. 

*Por Sheila Mendonça de Souza, pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp/ENSP)

DIA DO (BIO)ARQUEÓLOGO: TAMBÉM NA FIOCRUZ!
Paleopatologia, paleoparasitologia e paleoepidemiologia é uma das linhas de pesquisa na grande área PARASITOLOGIA da Fiocruz. Ao longo de cerca de 40 anos de existência esta linha manteve-se e expandiu-se, abrangendo uma série de temas que ajudam a compreender as mudanças nas condições de saúde ao longo do tempo, do espaço e das condições sociais e culturais dos povos. Hoje sob a denominação ampliada de BIOARQUEOLOGIA, este conjunto de eixos, técnicas e métodos de pesquisa constituem um importante pilar da interpretação arqueológica. No dia 26 de julho, comemoramos o DIA DO ARQUEÓLOGO e a ENSP, e a Fiocruz, lembrarão seus bioarqueólogos, e suas muitas contribuições para as Ciências Humanas e da Saúde.

Luís Fernando Ferreira, parasitologista da ENSP, também ex-Presidente da Fiocruz, foi quem deu início aqui a esta linha de investigação, iniciada a partir de perguntas sobre as origens da esquistossomose e sua presença no Brasil. Este foi o ponto de partida para que se abrisse pioneira e consistentemente os estudos de patógenos presentes em amostras arqueológicas e paleontológicas, ao mesmo tempo em que apoiou novos grupos em todo mundo através do compartilhamento de informação e experiências. Tal como lembra Cassius Palhano em sua Tese, além de fomentar o campo no Brasil, a paleoparasiologia desdobrou-se em uma produtiva rede cooperativa de pesquisas perpetuada em diferentes países. Crescendo em produção, avanços técnicos e metodológicos, hoje vai além da pesquisa sobre doenças infecto-parasitárias, abrangendo diferentes agravos como os traumáticos, degenerativos, metabólicos, nutricionais e outros. Deste modo vem contribuindo, efetivamente, para os estudos de arqueologia, história, evolução, ecologia e outros, dialogando com a saúde coletiva em sua perspectiva mais ampla.

A morte nos últimos anos de dois dos seus fundadores na ENSP, Adauto Araújo e Luiz Fernando Ferreira, em que pese a grande perda, não interrompeu os trabalhos. Um acervo de amostras arqueológicas, paleontológicas e de origem atual, hoje parte das coleções científicas da Fiocruz, alimenta a linha de pesquisas. Um laboratório de DNA parasitário no IOC desenvolve pesquisas e forma profissionais. Pesquisadores da Fiocruz destacam-se em colaborações nacionais e internacionais. A rede de pesquisadores vinculados na América do Sul, fortalecida pelas parcerias na Europa, Ásia e América do Norte, segue produzindo. 

Reunindo-se no Grupo de Pesquisas de mesmo nome na ENSP, os pesquisadores mantem liderança permanente na organização de eventos de divulgação científica e dos encontros bianuais da PALEOPATHOLOGY ASSOCIATION na América Latina, os PAMINSA – Paleopathology Association Meeting in South America. Estes congressos, hoje em sua IX edição, alternam-se em países da América Latina, mas sua primeira reunião foi realizada na ENSP, em 2005, sob o abraço amigo de nosso Diretor Antonio Ivo de Carvalho. 
Apesar do impacto representando pela perda de acervos decorrente do incêndio no Museu Nacional, e das condições agravadas pela pandemia, os trabalhos nesta linha prosseguem, entre outros, graças a Coleção CPFERA e a permanente colaboração interinstitucional dos pesquisadores. A atividade, permanente, avança também através da realização de SEMINÁROS VIRTUAIS e atividades de formação continuada, que contam com a adesão de mais de uma centena de colegas e estudantes de diferentes partes do Brasil e de outros países. 

Compartilhando informações, transferindo conhecimentos e estimulando o prosseguimento dos trabalhos entre parceiros diversos, o grupo de bioarqueólogos ENSP/Fiocruz tem atuado também de modo consistente com as políticas institucionais.  Com enfoques interdisciplinares, apoiando a divulgação científica, fomentando o trabalho em rede, defendendo o acesso ampliado a informação, inovando em técnicas e métodos, desenvolvendo produtos aplicados, os BIOARQUEÓLOGOS da linha de pesquisas de paleopatologia, paleoparasitologia e paleoepidemiologia também comemoram na Fiocruz este 26 de julho.  

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