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Marco Menezes apresenta vice-diretores

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Publicado em:10/06/2021
Reconhecido como um espaço institucional para deliberar sobre os assuntos relacionados às finalidades da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e aprovar a política geral da unidade, o conselho deliberativo da ENSP se reuniu, na terça-feira (8/6), com um propósito diferente. Ao invés de se debruçar somente na análise da conjuntura de saúde, educação, ciência e tecnologia do país e nas ações de enfrentamento da pandemia de Covid-19, o encontro marcou o anúncio da nova composição da direção da ENSP após a eleição do pesquisador Marco Menezes para conduzir a Escola no quadriênio 2021-2025. Durante a reunião, Hermano Castro e os vice-diretores da sua gestão fizeram um balanço dos últimos anos.
 
Marco Menezes, que participou da cerimônia de transmissão de cargo dos novos diretores da Fiocruz nesta quarta-feira (10/6), anunciou os nomes para as vices da ENSP. Enirtes Caetano Prates Melo (DEMQS) foi indicada para a vice-direção de Ensino (VDE), Marismary Horsth De Seta (DAPS) para a Escola de Governo em Saúde (VDEGS), Luciana Dias de Lima (DAPS e CSP) para a vice de Pesquisa e Inovação (VDPI), e Fátima Rocha e Alex Alexandre Molinaro seguem nas vices de Ambulatórios e Laboratórios (VDAL) e Desenvolvimento Institucional e Gestão (VDDIG), respectivamente. As servidoras Cristiane Moneró, Ana Lúcia Aguiar e a colaboradora Renata Colaços integram a chefia de Gabinete, enquanto Alice Fernandes e Juliane Trajano de Souza compõem a secretaria da Direção.
 
“Agradeço pelo apoio que recebemos durante todo o processo de transição. Essa agenda institucional de transmissão de cargo é um momento importante de reflexão e diálogo da Fiocruz com a sociedade. Isso faz parte do processo de transição. O contexto não será fácil nos próximos anos, a conjuntura política é adversa para as instituições públicas e o desmonte está avançando. A Fiocruz é um Patrimônio Nacional da Saúde Pública e nós, da Escola, podemos explorar esse título como forma de resistência, resiliência e com propostas concretas daquilo que o arcabouço dessa lei permite. É um avanço e reconhecimento para nossa instituição”.
 
Menezes elogiou o processo eleitoral da Fiocruz reforçando que o voto eletrônico se mostrou seguro, eficiente e que facilitou a participação do colégio eleitoral da instituição. Mas também citou os desafios para aprimorar os processos de trabalho on-line. Ele reafirmou o compromisso com suas 11 propostas de governo (https://marco2021.ensp.fiocruz.br/programa/) e destacou a importância do congresso interno Fiocruz. “Avançar com o processo participativo e com equidade institucional. Isso tem a ver com a estruturação do gabinete da direção, com o Conselho Deliberativo dessa Escola. Vamos iniciar esse processo com muita força, vontade e bom trabalho para todos nós”.
 
Agradecimentos e homenagens
 
Hermano Castro, que dirigiu a ENSP em dois mandatos, destacou a atuação da instituição durante a pandemia de Covid-19, por meio de reuniões semanais do Conselho Deliberativo e constituição do GT da Pandemia, protagonismo dos pesquisadores nos Observatórios da Fiocruz, realização de pesquisas, eventos, documentos sobre a Covid-19 nas favelas e a situação das escolas e combate às fake news.  Ele destacou também a exposição dos pesquisadores da instituição na grande mídia durante a pandemia e apresentou números dos produtos de comunicação da ENSP, o Informe ENSP, o Cadernos de Saúde Pública e a Revista Radis.
 
Após homenagear o pesquisador Sergio Goes, falecido em 15 de fevereiro de 2021, fez um agradecimento. “Agradeço aos membros do CD. Tivemos debates acalorados e espero que a Escola mantenha essa pegada sempre propositiva, tentando vencer os obstáculos e superar as dificuldades. Faço aqui uma homenagem aos trabalhadores da saúde, que permaneceram ativos durante toda pandemia e à minha equipe, em especial à professora Sheila Mendonça, que foi o nosso ponto de equilíbrio nesses oito anos. A história de todos vocês nos ajudou a conduzir essa Escola”.
 
Lucia Dupret, ex-vice-diretora de Ensino, apresentou os objetivos e realizações durante a gestão 2017-2021 nos quesitos qualificação dos processos de gestão do ensino; integração das ofertas, níveis e modalidades de ensino; modernização e informatização dos processos de ensino; desenvolvimento educacional e apoio à ação docente; e fortalecimento das estratégias de participação, valorização e acolhimento discente. “A ENSP, mesmo com a Pandemia, conseguiu dar continuidade aos processos, se expandir e inovar suas ações, impulsionada pela reorientação estratégica das suas concepções e práticas educativas, Conseguiu Instituir novas formas de pensar, fazer e produzir conhecimento no campo da formação em saúde.”
 
Vice-diretora de Pesquisa e Inovação durante as duas gestões de Hermano Castro, Sheila Mendonça de Souza destacou o fortalecimento da Ética em pesquisa, o aperfeiçoamento dos processos de institucionalização e informação da pesquisa e seus produtos, a melhoria na integração entre pesquisa e ensino. Também comentou o lançamento de iniciativas como o Prêmio Adauto para Iniciação Científica, o incremento das ações de incentivo à qualidade em pesquisa, a realização do Centro de Estudos em formato on-line durante a pandemia e a coordenação de estágios de Iniciação Científica e Tecnológica, organização das Reuniões Anuais de Iniciação Científica (Raic). “Fui a única que esteve desde o princípio com o Hermano. Nos mantivemos alinhados e fazendo o possível para contribuir para a gestão da Escola. Foi uma experiência fantástica”.
 
Na Escola de Governo em Saúde, a professora Rosa Souza citou os objetivos de fortalecer o protagonismo nacional e internacional da ENSP como Escola de Governo em Saúde do Estado brasileiro, fortalecer o trabalho em rede no âmbito nacional e a política de relações internacionais da instituição. No que diz respeito ao trabalho em rede, enalteceu a composição atual da RedEscola, que possui 57 instituições formadoras, entre universidades, escolas nacionais, estaduais, distritais e municipais, institutos e secretarias municipais de Saúde.

Numa espécie de linha do tempo, recordou ações como os processos de acreditação pedagógica, novas estratégias de comunicação, a abordagem interprofissional na formação em saúde pública, as parcerias internacionais com Cuba, Canadá, França, Portugal e ainda a participação na Rede de Escolas Nacionais de Saúde Pública da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (RENSP-CPLP) , na Rede de Escolas e Centros Formadores em SaúdePública da América Latina (RESP-AL) e na Rede de Escolas e Centros de Formação em Saúde Pública Ibero-americanos. “Agradeço ao Hermano a confiança e a autonomia. Também aos colegas de vice-direção pelo convívio frutífero nos últimos cinco anos. Tivemos muitos aprendizados e sinergia com todos vocês. Igualmente, agradeço a todos os chefes de departamentos e núcleos e a toda equipe da VDEGS. Desejo uma nova gestão em defesa do SUS, em defesa da vida”.

“O Projeto Político Pedagógico orientador da nossa política é o compromisso com a transformação dos determinantes das desigualdades sociais e com a promoção da equidade, cidadania e direitos sociais, nas dimensões éticas, políticas, pedagógicas”. Foi assim que a vice-diretora de Ambulatórios e Laboratórios, Fátima Rocha, iniciou sua apresentação no CD ENSP. 

Ao fazer um balanço sobre o componente de atenção à saúde, citou as iniciativas de integração de redes no território, a estruturação do núcleo de segurança do paciente e o incentivo à acreditação dos ambulatórios e laboratórios da ENSP visando a garantia da competência técnica do serviço. Fátima, que seguirá na VDAL durante a gestão de Marco Menezes, destacou a integração das ações de assistência, ensino, pesquisa e comunicação no território de Manguinhos.

Alex Molinário, vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão, lembrou importância da reformulação e do processo de construção coletiva do Regimento Interno da ENSP, ainda na primeira gestão de Hermano, para o aprimoramento dos processos internos da instituição.  Ele, que agradeceu a confiança no cargo durante as duas gestões, falou sobre o papel da VDDIG. “Tivemos uma possibilidade real, enquanto uma vice de desenvolvimento institucional – que é transversal a todas as áreas –, ter permeabilidade em todas as vices-direções ao longo desse período. A VDDIG é transversal e dá sustentação às ações da Escola. E cumprimos esse objetivo. Encerramos a etapa de uma gestão, iniciamos uma nova, mas essa que termina agora continua para toda a minha vida porque foi uma experiência inesquecível. Conto com vocês para essa nova caminhada”.

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