Certificação de grupos de pesquisa se consolida na ENSP
A ENSP inova mais uma vez ao aderir previamente às novas recomendações propostas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no que diz respeito à certificação dos grupos de pesquisa. Para tanto, a Escola já está adotando novas práticas de avaliação e estreitando sua relação com seus grupos de pesquisa. Atualmente, são cerca de 70 grupos. De acordo com a vice-diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da ENSP, Margareth Portela, a nova metodologia de acompanhamento dos grupos instaurada não pretende ser apenas uma avaliação quantitativa, densa e burocrática. A ideia é que esse acompanhamento fomente a reflexão e gere também informações qualitativas tanto para a Escola quanto para a comunidade científica e a sociedade.
No dia 6 de novembro, a ENSP realizou o 2º Encontro de Credenciamento e Recertificação de seus grupos de pesquisa. Na ocasião, Margareth lembrou que, há seis anos, aconteceu a primeira grande discussão sobre os grupos, mas o processo de avaliação formal teve início em 2010, na perspectiva de ajustar os grupos da Escola com o diretório do CNPq. Em nossa Escola, o processo de credenciamento e recertificação foi desencadeado pela instauração do censo do CNPq. Ele estava previsto para acontecer em novembro de 2012, mas como a plataforma de diretórios de pesquisa do Conselho está passando por alterações, a estimativa é que o censo comece somente no primeiro semestre de 2013”, explicou a vice-diretora.
Para a sua segunda reunião, a ENSP elaborou um regimento interno composto de 7 capítulos e 16 artigos, que tem como objetivo estabelecer as normas que devem ser obedecidas por todos os grupos de pesquisas para credenciamento pela ENSP e autorização para cadastramento no Diretório dos Grupos de Pesquisas do CNPq.
O diretor da ENSP, Antônio Ivo de Carvalho, ressaltou que os grupos continuarão a se constituir da vontade, desejo e tendência dos pesquisadores, porém cumprindo determinados compromissos com a instituição. Ele também comentou que a segunda reunião foi organizada por um comitê ad hoc. Serão pesquisadores convidados para fazer a avaliação de cada grupo e, no final, será apresentado um relatório. O foco da análise realizada pelos consultores ad hoc deve ser o trabalho e as atividades da equipe que caracterizam o grupo de pesquisa.
“A ENSP inova e se consolida com vistas a otimizar a qualidade do trabalho dos grupos de pesquisa. É uma tendência internacional que a produção da ciência seja acompanhada por pares. O ideal é que saiamos dos limites de critérios quantitativos e caminhemos para avaliações também qualitativas. O CNPq começará a exigir esse tipo de interação dos grupos com sua instituição a partir do ano que vem. Mas, para a ENSP, isso já será um diferencial”, explicou Antônio Ivo.
A mudança também converge com outro movimento aderido recentemente pela Escola: o acesso aberto. O diretor alegou que “ele permite a canalização do trabalho desenvolvido. Todas as informações serão organizadas e disponibilizadas, potencializando assim o alcance, o número e o impacto das publicações. Está previsto no regimento interno que o impacto da produção científica dos grupos de pesquisa seja avaliado, considerando indicadores obtidos por meio das bases de dados ISI, Scielo e Scopus”.
Margareth apontou que todas as decisões foram muito discutidas no colegiado de pesquisa e bastante capilarizadas. Entre elas estão a necessidade de que a certificação dos grupos de pesquisa seja feita com um grupo interno da comunidade ENSP e membros do colegiado de pesquisa da ENSP, e também que os grupos tenham a participação de pesquisadores bolsistas de produtividade em pesquisa, pois, de acordo com Margareth, essa também e uma forma de legitimar os grupos.
Para a reunião, foi solicitado aos grupos já existentes uma avaliação crítica dos últimos anos e os planos futuros e, aos novos grupos, as perspectivas de trabalho. Além disso, a reavaliação dos objetivos, métodos e prazos. Na ENSP, temos um diferencial, pois a grande maioria dos pesquisadores já trabalha na lógica dos grupos de pesquisa. E isso é ótimo para a exigência de produção existente hoje. Margareth apontou que a ENSP teve uma demanda de mais de 70 grupos. “Isso mostra que, por mais trabalhos e tarefas que os pesquisadores tenham, eles querem certificar seus grupos, querem fazer parte de fato desse censo. Muitos deles reconheceram este momento como rico e muito valioso, não apenas uma burocracia cotidiana”, disse ela.
Com todas as informações consolidadas, Margareth revelou que será desenvolvido um catálogo condensado de todos os dados dos grupos de pesquisas da ENSP em um documento que contemple todos os grupos e traga informações qualificadas. “Sabemos que esse é um processo regulatório que visa à melhoria da qualidade da informação e reflexão sobre o que está sendo desenvolvido dentro da nossa Escola, mas ele também é um processo que deve ser inclusivo, pois assim conseguiremos avançar e dar maior visibilidade. Esperamos que ele seja cada vez mais vivenciado, não como uma demanda burocrática, mas, de fato, como um momento de reflexão sobre o andamento das pesquisas e projetos”, concluiu ela.
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