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Secretário do MCTI destaca papel de institutos federais para inclusão social

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Publicado em:31/08/2012

 

Com o avanço da ciência, a insensibilidade dos gestores públicos é um obstáculo maior às pessoas com deficiência do que suas próprias limitações físicas. A afirmação foi feita pelo secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Eliezer Pacheco, ao participar - nesta quinta-feira (30/8), na Fundação Universa, em Brasília - do 1º Fórum Distrital de Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva.
 
Para o secretário do MCTI, os institutos federais de educação, ciência e tecnologia são vetores da intervenção do Estado para transformar a realidade social do país. "Essa preocupação é central na origem e no destino dessas instituições", disse, ao acrescentar que "o nosso país criou, historicamente, um nível tão acentuado de exclusão que a maior falácia que pode existir, por parte dos setores conservadores, liberais, é argumentar que a mão invisível do mercado vá resolver a questão da distribuição de renda".
 
Eliezer lamentou o fato de o Brasil ainda ser a quarta nação mais desigual da América Latina, de acordo com relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na última semana. "Os dados demonstram que nenhum país incluiu tantas pessoas socialmente quanto o nosso, pois 40 milhões de brasileiros melhoraram de situação na década passada. Éramos o país mais desigual do mundo. Avançamos, mas ainda estamos entre os piores. Não tem como resolver, a não ser por uma intervenção forte do Estado", avaliou.
 
Inclusão - O secretário recordou as razões que levaram à concepção dos institutos federais: "Eles surgiram em primeiro lugar da preocupação do governo Lula, na época, de ter instituições de ensino que tivessem no centro das suas preocupações a questão da inclusão, isto é, a utilização do ensino, da pesquisa e da extensão a serviço das políticas públicas, voltadas para o povo, contra a exclusão".
 
"Democracia é o acesso à cidadania para todas as pessoas, seja através da inclusão social, seja através da acessibilidade àqueles brasileiros com algum tipo de deficiência", afirmou Eliezer. "O Viver sem Limites, programa chave hoje da Presidência da República, acompanhado e monitorado diretamente pela presidenta Dilma, revela essa concepção de democracia. E quando esse governo coloca uma prioridade como essa no centro de sua política, certamente os institutos federais têm muito a contribuir", afirmou.
 
Durante o fórum distrital - organizado pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) - o secretário do MCTI dividiu a mesa de discussões com o reitor do IFB, Wilson Conciani, o pró-reitor de extensão do instituto, Giano Copetti, e a assessora de Ações Inclusivas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), Maria de Nazaré Oliveira.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
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