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Estudo identifica prevalência do hábito de fumar em idosos

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Publicado em:29/08/2012

Determinar a prevalência do hábito de fumar e os fatores associados em idosos. Esse foi o objetivo de pesquisa realizada com 1.954 idosos de 60 anos ou mais residentes em quatro áreas de São Paulo. O estudo - que o Informe ENSP divulga nesta quarta-feira (29/8), Dia Nacional de Combate ao Fumo - apontou uma prevalência de idosos fumantes de 12,2%, dos quais a maior parte é do sexo masculino. A pesquisa, incluída no volume 28, n° 3 da revista Cadernos de Saúde Pública, identificou que as prevalências elevadas de fumantes foram observadas em idosos com história de acidente vascular cerebral (AVC), câncer e doença pulmonar crônica. Esse número dos Cadernos, uma publicação mensal da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), já disponível on-line na base Scielo.

 

De acordo com dados apresentados na pesquisa Fatores associados ao tabagismo em idosos: inquérito de saúde no Estado de São Paulo (ISA-SP), a prevalência de fumantes foi de 12,2%, sendo maior no sexo masculino, na faixa de 60 a 69 anos, nos estratos inferiores de renda, nos idosos com baixo peso corporal, nos que não praticam atividade física de lazer, naqueles com depressão ou ansiedade e que disseram não ser hipertensos. A prevalência foi menor entre os evangélicos. Os resultados da pesquisa alertam para a necessidade de intervenções eficazes dos serviços de saúde para o abandono do tabagismo pelos idosos, visto que muitos deles, mesmo com doenças relacionadas ao tabaco, não conseguem deixar de fumar. Essa dificuldade se verifica especialmente no estrato SUS dependente, pois a prevalência do tabagismo é maior nos segmentos socioeconômicos mais desfavorecidos.

 

No dia em que se comemora o Dia Nacional sem Tabaco, 29 de agosto, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alerta para importância de conscientizar idosos sobre riscos do tabagismo. Para o diretor da SBGG, o geriatra Daniel Kitner, é preciso investir em políticas públicas de combate ao tabagismo também para os idosos. “Hoje, há muitas campanhas educativas de combate ao fumo, mas sem enfoque direto nessa população”, alertou. O geriatra explica que os idosos que fumam são, normalmente, tabagistas há anos, o que os deixa mais suscetíveis aos impactos do tabaco.

 

Demência, depressão e osteoporose são algumas doenças geriátricas agravadas pelo tabagismo, cita Kitner. O tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, estômago, esôfago e bexiga, além de ser fator de risco de infartos e derrames. Afeta também a pele, que adoece mais e precocemente, ou seja, o aspecto envelhecido é antecipado. Os dentes são igualmente prejudicados, com grande chance de perdê-los.

 

Paladar e olfato são comprometidos, já que a fumaça literalmente os queima, além da possibilidade de amputações, principalmente dos membros inferiores, por consequência de complicações vasculares provocadas pela toxicidade que eles contêm. O geriatra reforça que é necessário motivar não somente o primeiro passo, que é o desejo efetivo de parar de fumar, mas também outras medidas como a prática de atividades físicas e o acompanhamento médico, que poderá engajar o paciente em grupos de apoio e prescrever medicamentos, se necessário.

 

* Com informações da revista Fator Brasil - On-line.


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