Inpe lança nova plataforma que monitora desastres naturais
Para o monitoramento e a análise de desastres naturais, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lança o TerraMA2, uma plataforma computacional aberta a qualquer usuário interessado em desenvolver seu próprio sistema operacional de riscos ambientais. A ferramenta será apresentada no dia 18 de julho, a partir das 8h30, durante workshop em São José dos Campos (SP).
Tendo como base o TerraMA2, é possível monitorar qualquer ocorrência a partir de informações disponíveis na internet. Podem ser utilizados dados provenientes de satélites e radares meteorológicos ou ainda modelos de previsões numéricas. Também servem dados de pontos fixos, como plataformas de coleta de dados (PCD), sondas, boias, estações e instrumentos geotécnicos.
O usuário pode acompanhar desde incêndios florestais, deslizamentos, enchentes e estiagens, até interrupções na rede de energia por raios e movimentos de marés com ressacas em regiões portuárias, entre outras situações de risco.
Para isso, a plataforma integra serviços geográficos e modelagem, por meio do acesso em tempo real a dados meteorológicos, climáticos, atmosféricos, hidrológicos, geotécnicos, demográficos, entre outros. A possibilidade de reunir diferentes bases de informações permite que o TerraMA2 seja usado como plataforma para monitoramento de ocorrências de vários tipos, como abalos sísmicos, descargas elétricas e até epidemias e homicídios.
Nova versão da plataforma antes chamada de Sismaden, o TerraMA2 é mais um resultado de 25 anos de pesquisa e desenvolvimento do Inpe, com base em inovação, na área de geotecnologias estratégicas. Criador do Spring, o software livre de informação geográfica mais utilizado no Brasil, e de ferramentas como TerraLib, TerraView, TerraAmazon e TerraME, o Inpe desenvolveu o TerraMA2 para atender a uma demanda crescente de aplicações de monitoramento, análise e alerta em diversas áreas.
Toda a evolução do projeto e as funcionalidades do TerraMA2 serão apresentadas durante o workshop, que também mostrará resultados da implantação da plataforma em região do Estado de São Paulo e no sul do Brasil, entre outros exemplos.
Mais informações: www.dpi.inpe.br/terrama2.
Fonte: Jornal da Ciência
Divulgação Científica



