Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero: inscrições terminam nesta sexta-feira (16/9)
Terminam nesta sexta-feira (16/9) as inscrições para o 7° Prêmio Construindo a Igualdade . A iniciativa pretende estimular e fortalecer a reflexão crítica e a pesquisa sobre as desigualdades existentes entre homens e mulheres no Brasil. Podem concorrer estudantes do ensino médio, graduados, especialistas, mestres e estudantes de doutorado, com redações e artigos científicos.
O Prêmio é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), do Ministério da Educação (MEC), e da ONU Mulheres, que pretende contemplar abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade no campo dos estudos das relações de gênero, mulheres e feminismos, além de sensibilizar a sociedade para essas questões.
Como participar
Escolas públicas e privadas que estejam desenvolvendo projetos e ações pedagógicas para a promoção da igualdade de gênero poderão concorrer na categoria Escola Promotora da Igualdade de Gênero. Será premiada uma escola por região, que receberá a quantia de R$10 mil. O dinheiro deverá ser aplicado na ampliação e fortalecimento de ações promotoras da igualdade de gênero. Premiados em edições anteriores, somente poderão candidatar-se novamente após três anos.
Na categoria estudante de Ensino Médio são duas possibilidades: Etapa Nacional e Etapa Unidade da Federação. Ao todo, serão 27 vencedores, um por cada estado e Distrito Federal, que serão agraciados com bolsas de estudo, computadores e impressoras. Nas categorias, Mestre e Estudante de Doutorado, Mestre, Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado e Estudante de Graduação serão premiados os seis melhores artigos científicos, sendo dois selecionados para cada categoria. Ao todo, os textos vencedores receberão premiações em dinheiro no valor de R$ 23 mil, além de bolsas de estudo.
Para saber mais consulte: http://www.igualdadedegenero.cnpq.br
O Lançamento do Prêmio
Durante a solenidade de lançamento, realizada no início do mês de junho, o diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais do CNPq, Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo, afirmou que uma parceria é boa quando atinge os objetivos propostos. “Isso já foi conseguido, como podemos constatar pelas 15.728 inscrições recebidas nas últimas edições. O Prêmio e os editais nós já temos, agora o desafio é o que pode ser acrescentado para ampliar as atividades e progredir”, ressaltou.
Abrindo a mesa, Misiára Oliveira, representando a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC), afirmou o compromisso com a igualdade de gêneros. “A iniciativa é muito importante para enraizar essa temática na sociedade brasileira”. Porém, segundo Misiára, ainda é necessário expandir as ações e investir na formação dos professores da rede pública de ensino. "Alfabetização de mulheres de baixa renda, das comunidades rurais e negras é um conjunto de compromissos voltado à promoção, defesa e garantia das mulheres”, enfatizou.
Sandra Regina, da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), frisou que o concurso também premia estudantes do Ensino Médio e Escolas que lutam pela igualdade de gêneros, contribui para a formação do estudante que está na fase final da Educação Básica, podendo assim consolidar conceitos ligados à temática. Segundo Sandra, é necessário que a discussão esteja presente no dia a dia dos estudantes: “É importante para que os jovens sejam cidadãos e não desenvolvam nenhum tipo de preconceito”, esclareceu.
Para a representante da ONU Mulheres, Júlia Puglia, é extremamente satisfatório constatar que os jovens estão pensando e escrevendo sobre um assunto tão importante para a vida em sociedade. “Esse programa é diferente, interessante e atrativo. A Educação nunca foi tão priorizada no país, principalmente para evitar a violência e a perseguição que alguns alunos impõe aos outros, inclusive por gênero”, disse.
Durante o encerramento, a chefe de gabinete da SPM, Ana Maria Magalhães, pontuou a necessidade de uma educação não racista, não sexista e não homofóbica. “O Programa Mulher e Ciência, do qual o Prêmio faz parte, promove a inserção das mulheres no mundo acadêmico. Apesar de as mulheres terem alcançado maior escolaridade, isso não tem representado avanço na ocupação de postos de trabalho de chefia, o que precisa mudar”, finalizou.
Fonte: 7º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero
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