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Fake news citam instituições de saúde para legitimar conteúdo falso

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Publicado em:18/06/2020
*Danielle Monteiro
 
Fake news citam instituições de saúde para legitimar conteúdo falsoAs notícias falsas relacionadas ao novo coronavírus deslegitimam as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Fiocruz, podendo conduzir o cidadão a tomar decisões equivocadas àquelas que adotaria se conhecesse a informação oficial. A conclusão é do estudo conduzido pelas pesquisadoras da ENSP Claudia Galhardi e Cecília Minayo.
 
A pesquisa, que analisou as fake news notificadas pelo aplicativo Eu fiscalizo entre 17 de março e 5 de junho, revelou que o nome das instituições de saúde é usado na produção de notícias falsas com o objetivo de levar o leitor a conferir maior credibilidade ao conteúdo compartilhado pelas mídias sociais. “O negacionismo à ciência gera desinformação e provoca dúvidas sobre as recomendações e ações realizadas pelo conjunto de autoridades científicas em saúde pública”, alerta Claudia, que também é autora do aplicativo.
 
Entre as fake news relacionadas à Fiocruz, 45,5% citam a instituição como orientadora dos métodos caseiros para prevenir o contágio, 9,1% ensinam métodos caseiros para curar a Covid-19, 18,4% difamam a reputação da presidente da Fundação, 18% caluniam a instituição e 9,1% utilizam o nome da Fiocruz para arrecadações.
 
Fake news citam instituições de saúde para legitimar conteúdo falso
 
No que diz respeito às notícias falsas que mencionam a OMS, 16,7% são contra o distanciamento social, 41,6% recomendam o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19, 8,3% afirmam que as ações da instituição são estratégias políticas, 25% são contra o uso de máscaras e 8,3% ensinam métodos caseiros para curar a Covid-19.
 
Já entre as fake news associadas ao Ministério da Saúde, 66,7% afirmam que as ações relacionadas à Covid-19 são estratégias políticas e 33,3% difamam o ministro e profissionais de saúde.
 
As mídias digitais mais utilizadas para a propagação das notícias falsas no período foram: WhatsApp (40,7%), Facebook (33,3%), Instagram (8,5%), Youtube (7,4%), sites (5,3%), Twitter (2,6%) e SMS (0,5%).
 
 

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