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Fiocruz avalia impactos das queimadas na saúde no Pantanal

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Publicado em:21/10/2020

O fogo que atinge o Pantanal há semanas ameaça não apenas a fauna e a flora, mas também a saúde humana da população local, em especial brigadistas e comunidades. No mês de setembro, os focos de incêndio no bioma bateram seu recorde histórico. Além dos efeitos imediatos do fogo e da fumaça, a perda da biodiversidade e a redução de recursos para as espécies sobreviventes podem gerar a dispersão de animais para áreas não queimadas, como as ocupadas pelas moradias e atividades humanas, e facilitar a emergência de novas doenças. Diante disso, a Fiocruz enviou uma equipe de pesquisadores ao Mato Grosso, com a finalidade de fazer uma primeira observação da situação e conhecer a dimensão dos impactos das queimadas na saúde, além de visitar grupos de pesquisa que têm tradição em estudos da região.

A proposta de trabalho dos pesquisadores se divide em três linhas de ação. A primeira busca estabelecer parcerias locais para planejar a avaliação do comprometimento na saúde daqueles que atuam na linha de frente de combate ao fogo, expostos aos poluentes, à fumaça e ao calor extremo, com queimaduras na pele ou no pulmão. A segunda linha busca monitorar surtos de doenças infecciosas em animais, com a participação da sociedade, setores e órgãos de governo, estabelecendo vigilância para a possível emergência ou reemergência de agentes infecciosos e outros agravos. A terceira busca estimular o planejamento, a integração e a implantação de uma Rede Pantaneira de Informação e Dados de Amostras Biológicas, com objetivo de coletar materiais para estudos diversos e multicêntricos, formação de novos profissionais e manutenção de amostras testemunhos para o futuro. A perspectiva utilizada pelo trabalho é a saúde única, que considera a saúde humana, animal e ambiental como indissociáveis.

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