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‘Cadernos de Saúde Pública’ de março discute vulnerabilidades e desenvolvimento infantil

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Publicado em:20/03/2019
‘Cadernos de Saúde Pública’ de março discute vulnerabilidades e desenvolvimento infantilO Cadernos de Saúde Pública de março aborda o desenvolvimento da criança no contexto de um programa de intervenção precoce na primeira infância por meio de visitas domiciliares, o ‘Primeira Infância Melhor’. Os resultados do programa demonstram a dificuldade de modificar situações sociais complexas de pobreza e melhorar o desenvolvimento infantil por meio de visitas domiciliares semanais.
 
 
Conforme o editorial do fascículo, de autoria do editor associado dos Cadernos de Saúde Pública Antônio Augusto Moura da Silva, o ‘Primeira Infância Melhor’ visa a promover o desenvolvimento integral na primeira infância por meio de visitas domiciliares e comunitárias realizadas semanalmente a famílias em situação de risco e vulnerabilidade social. O objetivo é desenvolver competências familiares baseadas na própria cultura e experiências, para educar e cuidar das crianças.
 
Poucos estudos têm sido realizados em países de renda baixa e média, onde vivem as crianças mais vulneráveis. Em 2010, foi estimado que 43% das crianças de países de renda baixa e média são desnutridas ou vivem em situação de pobreza extrema. Trata-se de um número muito grande de crianças que estão sob o risco de ficar para trás ao longo da vida, ter o seu desenvolvimento prejudicado e não atingirem o seu pleno potencial.
 
O estudo foi realizado em oito cidades do Rio Grande do Sul, abrangendo regiões bem características do estado. Foram incluídas 364 crianças participantes do programa e um grupo de 207 controles recrutado na mesma turma da escola da criança usuária do programa. 
Segundo o editorial, o primeiro objetivo do estudo foi identificar as características das crianças e das famílias participantes do programa ‘Primeira Infância Melhor’, associadas ao pior desenvolvimento infantil dos 4 aos 6 anos de idade. Na avaliação do desenvolvimento foi utilizado o Early Development Instrument (EDI), respondido pelos professores. Baixa renda familiar, menor idade da criança e saída precoce do programa foram as variáveis associadas ao maior risco de vulnerabilidade no desenvolvimento infantil. 
 
O segundo objetivo foi comparar os resultados do desenvolvimento infantil nas crianças participantes do programa com um grupo controle. Nenhuma diferença nos escores médios das cinco dimensões da escala de desenvolvimento precoce utilizada foi observada entre os grupos. Entretanto, maior tempo no programa foi associado a melhores resultados no desenvolvimento, sugerindo modesta efetividade do programa 'Primeira Infância Melhor'.
 
Os autores do estudo sugerem que uma abordagem mais ampla de suporte social envolvendo a integração com outros programas, tais como o Bolsa Família, possam ser mais efetivos.
 
O fascículo também traz o artigo Saúde Infinito no Infância Melhor, de Tonantzin Ribeiro Gonçalves, Eric Duku e Magdalena Janus, que trata do desfecho do programa de saúde em crianças de 4 a 6 anos que participaram do Primeira Infância Melhor (PIM), um programa de visitas domiciliares do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.  A amostragem de multi-etapas foi selecionada e as 571 crianças (364 PIM; 207 comparação). Foi usado um questionário sociodemográfico, respondido pelos pais, e o Instrumento de Desenvolvimento na Primeira Infância(EDI, em inglês), respondido pelos professores. Como as crianças fazem PIM, renda mais baixa, ritmo de programa, menor e menor idade, foi associado a um risco maior de desenvolvimento e / ou escores mais altos nos domínios do EDI. A análise multivariada não foi realizada por meio de uma série de dados sobre os desfechos do EDI. Grupos de discussão no contexto dos grupos de programas de visitas domiciliares para fazer frente às exigências sociais complexas de famílias de risco e as dificuldades para encontrar um grupo de competências em um programa de DPI é universalmente acessível.
 
A íntegra do Cadernos de Saúde Pública de março está disponível aqui .
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